Arquivo para Espiritualidade

Não estamos sozinhos

Dia 29/10/2009 postamos aqui o impressionante vídeo do parto de um elefante. Agora o ciclo avança, com a emocionante pintura que pode ser vista no vídeo a seguir

Consciência?

 

 

 

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N,N-Dimetiltriptamina?

A seguir, videos feitos pelo jornalista Paulo Castilho, com nosso debate sobre a DMT, a molécula do espírito (Obrigado Paulo!) que rolou no cineclube socioambiental dia 26/04. Desculpem a todos que nao puderam entrar pela falta de lugares, esperamos ve-los na próxima e espero que curtam os videos.

 

 

 

 

 

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DMT – A Molécula do Espírito

Com satisfação convidamos a todos para mais uma sessão de cinema no Cineclube Sócio Ambiental. Dessa vez apresentaremos o documentário sobre a N,N-dimetiltriptamina, molécula que todos temos naturalmente em nosso cérebro e pulmões, e que quando ingerida em maiores quantidades e por vias específicas, catapulta seres humanos para outras dimensões.

Um paradoxo entre ciência e espiritualidade, o filme será seguido de um debate. Tudo no melhor espírito de comunidade, com entrada colaborativa: leve doações!

(vídeo com legendas em português ou inglês. Basta dar play e depois clicar no “CC” que vai aparecer, para escolher o idioma)

 

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Ciência, um Delírio

É tempo para a ciência superar o materialismo

A ortodoxia rígida do século XIX tem que ser desafiada para permitir interpretações mais amplas, argumenta o biólogo Rupert Sheldrake

A Guerra das Visões de Mundo

Werner Heisenberg, prêmio Nobel e um dos fundadores da física quântica, observou certa vez que a história pode ser dividida em períodos de acordo com os  quais uma visão dominante sobre a matéria predominou. No seu livro Física e Filosofia (Editora da Universidade de Brasília), publicado no início dos anos 60, ele argumenta que no início do século XX nós entramos em um novo período. Foi nesta época que a física quântica descartou o materialismo que dominava as ciências naturais no século XIX.

Sobre o materialismo, ele escreveu:

“(Este) enquadramento era tão estreito e rígido que era difícil encontrar um lugar nele para muitos dos conceitos de nossa linguagem que sempre pertenceram ao seu próprio substrato, por exemplo, o conceito de mente, de alma humana ou de vida. A mente podia ser introduzida no quadro geral apenas como uma espécie de espelho do mundo material.”

Hoje nós vivemos no século XXI, mas parece que ainda estamos empacados nesta visão estreita e rígida sobre as coisas. Como Rupert Sheldrake relata em seu novo livro, publicado lá fora recentemente, The Science Delusion (Ciência, Um Delírio, em referência a The God Delusion - ou Deus, Um Delírio - de Richard Dawkins): “O sistema de crenças que governa o pensamento científico tradicional é um ato de fé, apoiado numa ideologia do século XIX.”

Esta é uma retórica provocadora. Ciência como um ato de fé? Ciência como um sistema de crenças? Mas senão, como explicar o apego à cosmologia mecanicista e fisicalista, que não vê propósito nas coisas? Como Heisenberg explicou, no mundo da física faz tempo que não se pensa mais em átomos como coisas. Eles existem como potencialidades ou possibilidades, e não objetos ou fatos. Ainda assim, o materialismo persiste.

Heisenberg recomendou mantermos contato com a realidade da maneira como a experimentamos, o que quer dizer deixarmos um espaço aberto para os conceitos de mente e alma. A visão mecanicista irá passar, ele tinha certeza. De certa forma, a carreira científica de Sheldrake tem sido devotada a esta derrocada. Ele começou num posto estabelecido como diretor de estudos em biologia celular na Universidade de Cambridge, apesar de ter desafiado a ortodoxia quando propôs sua teoria dos campos morfogenéticos.

Ela foi elaborada para lidar com, vamos dizer, a enorme complexidade da estrutura das proteínas. Uma abordagem convencional, que poderia ser descrita como “causação ascendente” (de baixo pra cima: a vida seria criada a partir dos menores “blocos de construção” existentes para cima, ou seja, em direção a moléculas mais complexas, até chegar aos animais e plantas), vê as moléculas de proteínas “explorando” todas os padrões possíveis até que possam se assentar num modelo com um gasto mínimo de energia. Esta explicação funciona bem para moléculas simples, como o dióxido de carbono. Entretanto, proteínas são grandes e complicadas. Como Sheldrake nota: “O tempo que levaria para que uma proteína fizesse isso é de aproximadamente 1026 anos, muito mais que a idade do universo.”

Como consequência, alguns cientistas estão propondo explicações holísticas, baseadas na “causação descendente” (de cima pra baixo). A proposição particular de Sheldrake é que tais sistemas auto-organizávies existem em campos de memória e hábito. Eles conteriam a informação necessária para se criar a estrutura.

Sem medo, ele extende a especulação para abarcar uma amplitude de fenômenos que muitas pessoas experimentam. A “telepatia telefônica” seria uma delas: quando você está pensando sobre alguém e esta pessoa te liga na sequência. Ou a sensação de estar sendo observado. A idéia, em termos gerais, é que nossas intenções podem ser comunicadas através de campos mentais que são como campos morfogenéticos (campos que geram as formas complexas que serão manifestadas no mundo físico). Eles nos conectam – apesar de que, no mundo moderno, com suas distrações ideológicas e tecnológicas, nós não somos muito bons em notá-los.

Sheldrake tem que lutar por sua teoria continuamente. Em seu novo livro, ele registra um encontro com Richard Dawkins, quando o eminente ateu estava produzindo sua série de TV de 2007, “Inimigos da Razão”. Sheldrake sugeriu a Dawkins que eles discutissem a evidência factual da telepatia. Dawkins resistiu. “Não tenho tempo. É muito complicado. E o meu programa não é sobre isto”, Sheldrake afirma que Dawkins disse, ao que ele replicou sugerindo que ele (Dawkins) não estava interessado em tomar parte de outro “exercício de desmascaramento a nível de ensino fundamental”. Dawkins afirmou: “Não é um exercício a nível de fundamental; é um exercício de desmascaramento de nível superior.”

Eu admiro Sheldrake por seu extraordinário bom humor, mesmo depois de décadas de abuso que ele teve que suportar. Este estado de espírito permeia todo o The Science Delusion porque, no fundo, é um apelo passional para que a visão de mundo materialista seja, finalmente, desafiada.

Se suas teorias irão sobreviver ao teste do tempo ou não é outra questão. Num artigo publicado no Journal of Consciousness Studies em Novembro último, Fraser Watts examina estas teorias a sério e, de forma abrangente, acha que elas são sugestivas mas incompletas. Por exemplo, Sheldrake concebe os campos mentais através de uma analogia com uma ameba: E da mesma forma que uma ameba extende seus pseudópodes e toca o ambiente ao seu redor, a telepatia e afins seriam o resultado de uma “pseudopódia mental” extendida para o mundo ao nosso redor.

A analogia tem a vantagem de “naturalizar” a percepção extrasensorial. Watts nota. Mas ela também levanta questões. Por exemplo, como seria possível “tocar” mentalmente objetos que não existem, como aconteceria se contemplarmos um centauro? Watts conclui: “Uma descrição adequada da mente deve abordar tanto a descrição em primeira pessoa como em terceira pessoa, ao passo que a idéia de um ‘campo’, junto de outras descrições espaciais que Sheldrake usa, parecem ser exclusivamente descrições típicas da terceira pessoa.” Curiosamente, esta é uma atitude descaradamente século XIX.

Mesmo assim, Sheldrake deve ser receptivo com tanto comprometimento sério com seu trabalho. Ele pode não estar correto nos detalhes. Mas ele está com certeza correto, junto a Heisenberg, ao insistir que a visão materialista de mundo deve ir embora.

Artigo de Mark Vernon, publicado originalmente no The Guardian em 28/01/2012. Traduzido e ilustrado por Marcelo Schenberg para o Plantando Consciência.

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Gaia

Poucas vezes nos damos conta de quão esquisito é o calendário que usamos e que a maioria do mundo (ainda) usa. Os 365 dias não encaixam direito no movimento dos planetas, e o 29 de fevereiro que existiu esse ano nos lembra esse fato. A cada quatro anos o calendário gregoriano passa por um “ajuste”, e atualmente isso é feito enfiando-se um dia a mais em fevereiro, que geralmente tem só 28 dias. Enquanto os outros alternam entre 30 e 31. Quer dizer… alternam mais ou menos. Julho e Agosto formam uma sequência de dois meses com 31 dias. Isso porque o ego de Cesar Augustus era tão grande quanto o de Júlio César, imperadores romanos. E já que a Júlio César tinha sido dado um mês com 31 dias, a César Augustus também foi concedida a mesma benesse, restando a fevereiro fazer a boa ação de ceder os dias necessários pra que a conta continuasse fechando em 365.

A historinha romana nos lembra que na base de nosso calendário estão disputas sangrentas pelo poder (Julio César foi assassinado) e pouco ou nenhum entusiasmo com os ciclos fundamentais da natureza e do planeta que nos serve não apenas de casa, mas de suporte de vida. Uma mentalidade que ainda perdura, em especial para o 1%, com duras penas para os 100%… É a Terra que nos dá tudo que comemos, a oportunidade de aproveitar energia (e de desperdiçar também) entre inúmeras outras coisas. Mas esse conhecimento, que deveria ser fundamental e ensinado com carinho desde a pré-escola, é marginalizado pela arrogância do homo sapiens que se considera o ponto mais alto da evolução, o ser mais inteligente. Por consequência então segue achando que o tempo deve ser medido em relação a si mesmo e que o planeta deve ser pilhado. Rios devem ser transformados em hidrelétricas, montanhas devem ser explodidas para extração de minério, florestas desmatadas para obtenção de madeira, peixes pescados predatoriamente, tudo em ritmo sempre crescente. Sempre elevando o PIB com o olhar míope que não alcança mais do que um, na melhor das hipóteses dois ciclos políticos, como escancarou a nomeação de um bispo que nunca pescou e não entende nem “acredita” na evolução (como se fosse tópico passivel de crença ou descrença…), como ministro da pesca…

Assim, seguimos todos comemorando datas com feriados de uma origem religiosa fortemente antropocêntrica e patriarcal, no caso a cristã, mesmo que sejamos ateus ou agnósticos, budistas, crentes em Jah ou o que quer que seja. Nos esquecemos de que a passagem do tempo é marcada pelo ciclos naturais, e hoje é uma data propícia pra lembrar disso porque é equinóceo, é fim de verão e começo de outono para uns, fim de inverno e começo de primavera para outros. O planeta mais uma vez re-inicia um ciclo, encerrando outro…

E nesse ano, além de ser bissexto e nos presentear com o dia extra, duas fotos foram publicadas, em 25 de Janeiro e 02 de Fevereiro, que novamente nos remetem à grandiosidade e importância que tem esse planeta, que volta a ser foco das atenções conforme rumamos a um futuro imprevisível com grandes probabilidades de algumas catástrofes acontecerem, dada a nossa desconexão com o mundo natural, com os ciclos da natureza, o movimento dos planetas, o ciclo das estações, os equilíbrios ecológicos e a delicada harmonia da vida. A NASA publicou duas imagens de um mesmo objeto, que se hoje estamos razoavelmente acostumados a ver, outrora nunca havia sido visto, pelo menos não dessa maneira, com a beleza e suavidade de seus 360 graus, em meio a uma infinitude de espaço sem vida que se extende até onde os mais avançados instrumentos científicos chegaram até hoje. Essa grande esfera foi agora fotografada com definição sem precedentes, e nos permite uma vez mais contemplar a beleza do pequeno ponto azul.

A primeira vez que a NASA liberou uma foto do planeta, aliás, foi devido a um insight psicodélico. Numa sociedade obcecada pelo progresso industrial e tecnológico dividida com fervores religiosos antropocêntricos, a idéia de divulgar uma foto do planeta não havia, por incrível que pareça, passado na cabeça de nenhum dos membros dos gigantescos projetos espaciais, distraídos provavelmente pela feroz competição típica da guerra fria… Coube a Stewart Brand, membro da trupe psicodélica conhecida como os Merry Pranksters, ter o insight durante uma sessão de LSD em 1966. Stewart, também criador de um livro épico dos anos 60, o Whole Earth Catalog, percebeu que uma imagem do planeta, visto de fora, inteiro, seria um potente catalizador de uma nova percepção para a humanidade, tão distraída com o progresso industrial e as datas comemorativas de religiões que ha muito esqueceram ou que sequer reconheceram na prática que o mundo é redondo, que gira em torno do sol, que os recursos são finitos e que estamos nessa todos juntos, independente de fronteiras e bandeiras, de crença e de raça. A imagem do planeta foi divulgada somente em 1968 quando astronautas da missão Apollo mandaram a primeira foto colorida de Gaia. No meio tempo, Stewart fez campanha com broches com a pergunta “Por que ainda não vimos uma foto do planeta inteiro?”, que mandva para políticos, membros da ONU, da NASA, da união soviética… Segundo Stewart, a foto “reenquadrou tudo. Pela primeira vez a humanidade se viu de fora. As características do planeta eram um azul e verde vivos – continentes marrons e calotas polares extremamente brilhantes – e uma atmosfera complicada, ativa. Tudo arranjado como uma jóia em meio a imensidões de espaço e vácuo”.

De fato, a imagem do planeta chacoalhou a consciência da humanidade, e pode ser tido com um dos pontos que marcam o nascimento do movimento ecológico, que ganha força e se torna cada vez mais importante, dados os desafios globais que enfrentamos atualmente.

Uma característica comum dos efeitos dos psicodélicos, especialmente quando usados com sabedoria e respeito, junto a um ambiente natural, são insights sobre a maravilha da natureza, a beleza e o mistério em cada pétala, em cada inseto, a complexidade de comportamentos, a interdependência de todos com todos, a percepção simples e súbita, porém profunda e de efeitos duradores, da preciosidade da teia da vida. Não é a toa que os chamam também, entre inúmeros outros nomes, de ecodélicos. Albert Hofmann, pai do LSD, nos diz:

“A humanidade agora enfrenta desafios de enormes proporções; a sobrevivência da nossa espécie e de milhares de formas de vida estão em jogo. Um entendimento sagrado de toda a vida é necessário como base para um comportamento compassivo e para ações criativas que irão servir e sustentar a vida. Espero que no início deste novo milênio, as pessoas usem toda a variedade de práticas espirituais para ajudar a transformar a visão de mundo de nossa fixada cultura materialista. Tal mudança de valores nos levará a uma maior sensação de interconectividade com todas as criaturas de Deus e uma apreciação mais profunda da infinita riqueza e maravilha do cosmos e a igualmente infinita riqueza dos reinos interiores de nosso ser.”

São vários os pioneiros do movimento ecológico que atestaram a importância de seus insights de experiências psicodélicas, e na aproximação da Rio+20 em meio a um governo considerado por muitos o pior para a área ambiental desde a ditadura militar, apreciar de novo a beleza e o poder das imagens de Gaia em alta definição em pleno equinóceo pode, quem sabe, despertar algumas almas para um novo mundo que se levanta.

Ou será que o provérbio Cree será realizado?

“Somente após a última árvore ser cortada.

Somente após o último rio ser envenenado.

Somente após o último peixe ser pescado.

Somente então o homem descobrirá que dinheiro não pode ser comido!!”

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Nossa visão de mundo deve se refletir em nosso comportamento

Neste vídeo produzido durante sua visita no Brasil, Amit Goswami explica sua proposta de mudança de atitude para mudar o mundo. Goswami é um pensador genial, tido pelo pessoal do Instituto Aleph, que administra suas vindas para o Brasil, como o “Einstein do Século XXI“. E eles possivelmente estão certos.

Ele é o primeiro físico acadêmico a introduzir os princípios revolucionários da física quântica para o nosso mundo do dia a dia, desde que Fritjof Capra iluminou o futuro com O Tao da Física e O Ponto de Mutação. Mas Goswami vai ainda adiante, ao abordar a espiritualidade com um olhar 100% científico, mas totalmente pós-materialista.

Ele irá ministrar um workshop imperdível sobre Ativismo Quântico e Criatividade no dia 05 de Maio em São Paulo. Curta a página do Instituto Aleph aqui para saber mais: http://www.facebook.com/institutoaleph.

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O homem que plantava árvores

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Culturas em extinção

Nesta palestra, o antropólogo Wade Davis, autor de “One River“, fala sobre um problema seríssimo que está acontecendo ao redor do mundo: a extinção maciça de culturas. Ele foi aluno de Richard Evans Schultes (o verdadeiro Indiana Jones): o pioneiro da pesquisa com plantas sagradas e a botânica transcedental, incluindo peiote, ayahuasca, entre 200 outras plantas catalogadas e identificadas. Wade Davis é autor de vários livros e coordenador de diversos projetos magníficos pela National Geographic, incluindo programas sobre psicodélicos e uma biografia sobre a vida e obra de seu mestre.

Vídeo com legendas em várias línguas, basta escolher no menú ao lado do botão play.

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O direito ao delírio

Porque utopia serve para caminhar…

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Belo?

Talvez a questão mais importante dos anos Dilma no Brasil, a se refletir por séculos, seja a construção (ou não) da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Xingú (em Altamira, PA). A obra, planejada antes mesmo dos anos FHC, perpetua um modelo energético centralizado e devastador ao ambiente. A obra mal começou (o IBAMA inventou e concedeu “licensa parcial” e portanto já está sendo devastada floresta para criar o canteiro de obras) e já acumula inúmeras irregularidades políticas, jurídicas e sociais que apontam para um atropelo da constituição, da lei, das pessoas e da natureza. O último estudo de impactos ambientais levantou 40 (!!!) itens alarmantes. Quarenta cientistas reportaram 280 páginas sobre o projeto, que foram ignoradas. 560 mil assinaturas contra a obra foram entregues, mas sem efeito qualquer junto ao governo. Vinte e quatro culturas indígenas que congregam milhares serão devastadas pela usina, ao contrário do que declara a própria presidenta, que faz um jogo delicado e sutil de palavras: na constituição, alagar territórios não faz parte do conceito de atingir indígenas. Tudo isso em prol de um modelo energético duvidoso, que já produz energia elétrica em excesso e desperdiça absurdos e de um desenvolvimento econômico muito questionável. Se não bastasse, a obra não é isolada, mas parte de um plano de mais 60 usinas naquilo que hoje ainda é floresta.

Um recente documentário brasileiro com parceria espanhola traz a tona a voz dos ignorados que de fato vivem na região e serão devastados pela obra:

No dia 20 de agosto, sábado próximo, haverá ato global contra a obra, que simboliza uma luta de 30 anos. Participe, informe-se, contribua!

infos deste breve e emergencial post foram obtidas pelo @plantando no debate de segunda-feira, dia 15/08/2011, organizado pelo @salveafloresta na @casajaya, com participação de Aline Arruda (Advogada ambiental), Verena Glass (Jornalista – Xingu Vivo), Sanny Kalapalo (Etnia Kalapalo – Pró-Xingu), Célio Bermann (Professor da Pós graduação do Instituto de Eletrotécnica e Energia – USP), Rodrigo Guim (Ecólogo e Antropólogo), André Amaral (Biólogo, Mestre em Ciências Ambientais) e Flávia Cremonesi (Bióloga e Designer em Sustentabilidade e Permacultura), obrigado!

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