Alan Moore, o visionário

“Pelo que podemos perceber, o único propósito da existência humana é acender uma luz nas trevas da mera sobrevivência.” – C. G. Jung – Memórias, Sonhos e Reflexões

Nova Express: Você não acha que há a possibilidade de termos danificado de modo irreversível o meio-ambiente (…)?

Adrian Veidt:  É claro que sim! Eu estaria ignorando os fatos se não aceitasse esta possibilidade. Como eu disse, tudo depende de nós: queremos o Armagedon ou um novo mundo, repleto de potenciais fabulosos, sem limites? Essa pergunta não é tão óbvia como parece. Creio que certas pessoas relamente querem, mesmo que no subconsciente, o fim do mundo. Elas querem se livrar da responsabilidade de manter este mundo, querem se livrar do esforço necessário para realizar tal futuro. E, naturalmente, há outras que querem muito viver. Eu vejo a sociedade do século vinte como uma espécie de raça entre o esclarecimento e a extinção. (…)

A entrevista acima soa bastante atual, mas data de 1986, e foi inventada pelo escritor Alan Moore como parte de sua obra-prima em parceria com o desenhista Dave Gibbons, Watchmen, que agora nos cinemas com verniz de grande produção hollywoodiana. Super-heróis e efeitos especiais à parte, a graphic novel de Moore – escrita durante a Guerra Fria – deve ser entendida como um manifesto complexo, profundo e assustador em prol de um mundo em harmonia; e sua abrangência política, ambiental e social extrapola o universo das histórias em quadrinhos e mesmo da literatura convencional. Não é à toa que figura na lista dos 100 melhores livros de todos os tempos da revista Time (sim, livros, e não quadrinhos). Aproveitem a oportunidade para ler ou reler este material visionário, agora facilmente disponível na livraria mais próxima.

2 Comentários »

  1. […] A questão é ainda mais grave porque a PM brasileira é uma das mais violentas do planeta, e está sob sérios problemas de corrupção, sendo inclusive suspeita de assassinato de uma juíza e ameaças de morte a um deputado que teve de fugir do país, ambos do RJ. Coisas do pior nível de tempos nada democráticos. De maneira indireta, combina com um reitor que não foi eleito pela comunidade que atualmente representa na Universidade de São Paulo. Enquanto a guerra as drogas sai totalmente fora de controle, a corrupção policial aumenta, e aqueles que, assustados e amedrontados com a escalada da violência demandam segurança através de maior e mais equipado policiamento, não percebem que os supostos protetores de hoje podem se tornar os grandes abusadores de amanhã. Como há muito profetizou Alan Moore: “Quem vigia os vigilantes?” […]

  2. […] A questão é ainda mais grave porque a PM brasileira é uma das mais violentas do planeta, e está sob sérios problemas de corrupção, sendo inclusive suspeita de assassinato de uma juíza e ameaças de morte a um deputado que teve de fugir do país, ambos do RJ. Coisas do pior nível de tempos nada democráticos. De maneira indireta, combina com um reitor que não foi eleito pela comunidade que atualmente representa na Universidade de São Paulo. Enquanto a guerra as drogas sai totalmente fora de controle, a corrupção policial aumenta, e aqueles que, assustados e amedrontados com a escalada da violência demandam segurança através de maior e mais equipado policiamento, não percebem que os supostos protetores de hoje podem se tornar os grandes abusadores de amanhã. Como há muito profetizou Alan Moore: “Quem vigia os vigilantes?” […]

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