Archive for novembro, 2009

Pablo Amaringo 1943 – 2009

In Memoriam. Sentiremos sua falta.

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A terapia de Annie com Psilocibina

Este vídeo é uma pequena amostra do trabalho que está sendo realizado na Universidade da Califórnia em Los Angeles-UCLA, EUA, sob responsabilidade do Dr. Charles Grob. A pesquisa visa tratar o sofrimento e a ansiedade extrema vivenciados por pacientes terminais. O vídeo foi traduzido e disponibilizado com autorização dos produtores. Gostaríamos de agradecer a todos os envolvidos na retomada das pesquisas sérias com psicodélicos, em especial à paciente Annie, que voluntariamente rompeu o anonimato que lhe era garantido e resolveu dar depoimentos sobre sua experiência com o princípio ativo dos cogumelos mágicos, a psilocibina. Annie faleceu pouco após participar do experimento e de dar entrevistas como esta que mostramos aqui. As legendas em português e inglês estão disponíveis no menu logo abaixo do vídeo.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

 

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O Petróleo Tem Que Ser Nosso

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Yellow Cake

Uma conhecida e lamentável história envolvendo Iraque e EUA

(Legendas disponíveis, caso necessário)

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

 

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Par perfeito

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Para uns, é o juízo final. Para outros, uma grande oportunidade para mudanças.

Onde você vai estar quando os 5.125 anos do longo calendário Maia terminarem no dia 21 de dezembro de 2012? Você estará se escondendo do cataclisma global e da reversão polar magnética em uma caverna subterrânea? Estará entrando em um reino multidimensional do hiperespaço desencadeado pela ativação em massa da glândula pineal? Recolhendo os pedaços de um mundo em ruínas, ou dançando a noite inteira na festa do final dos tempos?

Considerando que ninguém sabe o que vai acontecer em 2012, o fim do calendário Maia funciona como um meme (o “gene da cultura” – termo cunhado pelo biólogo Richard Dawkins em “O Gene Egoísta”, de 1976) tremendamente intrigante sobre o qual podemos projetar nossas esperanças e medos, sonhos e desejos.

Se o calendário Maia não tem como ser exatamente preciso, tanto melhor: as mudanças planetárias já estão em curso. Representadas no nosso consciente coletivo desde o início do milênio através dos célebres ataques às Torres Gêmeas de 2001 (motivados em última instância pela escassez do petróleo, ou seja, uma questão ambiental), o Tsunami de 2004, Katrina em 2005 e o aquecimento global, esta seqüência de eventos provocou uma mudança da nossa postura de “chefes da natureza” para “parte integrante” dela. Some a isto a crise financeira e a cada vez mais latente noção do fracasso de uma ciência cartesiana como solução dos nossos problemas (a ciência falhou em eliminar o espiritual de nossas vidas, e a retomada de substâncias psicodélicas como expansores de consciência – o LSD foi redescoberto pelas universidades e a ayahuasca tem se tornado o centro de movimentos sociais pós-modernos no primeiro mundo – aliados a descobertas recentes no campo da ciência quântica – primeiro a física e agora a biologia, trouxeram de volta uma visão ancestral em que ciência e espiritualidade são duas faces da mesma moeda), e você verá que 2012 (ou o fim do mundo tal qual o conhecemos) já está acontecendo.

Hollywood está oferecendo uma massiva projeção sombria sob a forma de um épico apocalíptico de $250 milhões que leva a estética da aniquilação a um novo grau de perfeição. Mas descontados os efeitos especiais e o entretenimento de shopping, o que este lançamento tem a dizer? Que temos que rir das crenças antigas com um saco de pipoca na mão, e desacreditar nessa simbologia, já que todos sabemos que o planeta não vai acabar de um dia pro outro? Isto é um enfoque um tanto quanto juvenil, cá entre nós. E covarde, pois nos exclui da responsabilidade pelo que está acontecendo no mundo. Ao fazer pouco caso do assunto e tratá-lo como um delírio das massas religiosas e ignorantes, nós estamos dizendo também que o carro que dirigimos, o banho longo que tomamos e o lixo que deixamos de reciclar não estão abusando do planeta. Afinal, é tudo misticismo.

Paradoxalmente ao seu efeito prometido, este blockbuster do fim dos tempos dá abertura para se oferecer uma visão alternativa para o que 2012 pode significar para o nosso planeta. Potencialmente, 2012 pode representar o despertar da consciência na espécie humana, em que assumimos a responsabilidade por nosso papel como agentes da evolução consciente.

Um crescente movimento popular percebe agora que não podemos mais esperar que governos, corporações ou qualquer entidade exterior sejam responsáveis por criar o belo mundo em que desejamos viver. Temos que fazer isso nós mesmos. Esta rede crescente inclui movimentos, festivais e comunidades como Evolver, Burning Man, Bioneers, Transition Towns e outros, que estão desenvolvendo novas redes cooperativas que podem ajudar a curar o nosso planeta, fornecendo soluções sustentáveis para os nossos sistemas político e econômico desastrosamente insustentáveis, que enfraquecem as pessoas, mantendo-nos todos adormecidos (e facilmente seduzidos por blockbusters como o de Roland Emmerich).

Cidades em todo o mundo (mas não no Brasil, onde a mentalidade de curto alcance, ou a arrogância ignorante propagada pela mídia domina) irão acolher conversas sobre 2012 e a evolução da consciência, incluindo “contra-projeções” para o blockbuster da Sony Pictures. Dois filmes que tratam do assunto sem o sensacionalismo narcotizante do filme de Emmerich merecem destaque e ajudam a esclarecer outra abordagem sobe o tema. O primeiro é um documentário da Mangusta Productions intitulado “2012: Time for Change“, dirigido por João Amorim (sim! Um documentarista brasileiro, radicado nos EUA e nominado ao Emmy, mas, pra variar, completamente desconhecido em seu país de origem) e estrelado, entre outros, por Ralph Metzner, David Lynch, Daniel Pinchbeck e –  pasmem! – Gilberto Gil (alô Veja, nada sobre isso?). O outro intitula-se “2012: Science or Superstition?“, e é produzido por Gary Baddeley (presidente da Disinformation Company ), que entrevista pesquisadores, escritores e cientistas do ramo com o mesmo propósito.

Ao longo do mês de Novembro, Estados Unidos, Canadá, Europa e África estarão participando dos debates, discutindo profecias indígenas e transformação global como gente grande.

Texto de Daniel Pinchbeck, remixado por Plantando Consciência

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Rumo a Copenhaguem

No mês que vem ocorrerá em Copenhaguem, Dinamarca, a conferência mundial sobre o clima. Nesta semana ocorre a última prévia, na Espanha.
Conferencia climatica Copenhaguem 2009
Segundo artigo publicado este mês na Nature, uma das duas revistas científicas de maior prestígio mundial, o Brasil pode sair na frente, cortando emissões a mais do que o esperado para os países em desenvolvimento nesta etapa do jogo. O artigo destaca o trabalho do brasileiro Carlos Nobre, pesquisador que já foi membro do IPCC (Painel Internacional para mudanças climáticas), espécie de ONG mundial que dividiu o prêmio Nobel da paz com Al Gore em 2007, e da ex-ministra Marina Silva.
De acordo com o artigo publicado na Nature, se o Brasil de fato implementar as medidas que estão na pauta (que o presidente Lula está avaliando nesta semana) seria o maior avanço entre todos os países em desenvolvimento.
A situação atual na ONU é de que apenas os países desenvolvidos  devem cortar emissões imediatamente, já que são os maiores emissores e também porque forçar os países em desenvolvimento a cortar por igual seria aumentar a desigualdade, dificultando que os países em desenvovlimento se beneficiem dos mesmos caminhos tomados pelos já desenvolvidos. Indo além do que a ONU considera emergencial e obrigatório, o Brasil estaria dando exemplo ao mundo de que é possível fazer muito mais do que o mínimo estabelecido. Segundo Carlos Nobre, as estimativas de quanto o país pode cortar até 2020 é de 35%, significando que em 2020 estaríamos emitindo 8% a menos do que emitimos em 2007. Em trabalho conjunto com a Rede Clima, Nobre estima que o país possa poupar o planeta de 1 bilhão de toneladas de CO2.
corte de emissoes de CO2 no brasil

O gráfico mostra dois cenários. No de cima, como seria a divisão das emissões brasileiras caso façamos o mínimo estabelecido. Em baixo, como seria caso o Brasil decida ser exemplo para o mundo. Vale notar que a pizza de baixo deveria ter sido desenhada menor que a de cima, pois neste caso o total é de 1,75 contra 2,7 bilhões de toneladas, caso sigamos o rumo de fazer apenas o mínimo…

Quase dois terços da economia ao planeta pode vir da manutenção do compromisso de reduzir o desmatamento na Amazônia, mas 320 milhões de toneladas poderiam ser poupadas no setor agrícola e energético.
 Segundo Marina Silva, o princípio da “responsabilidade comum mas diferenciada” mostra que cabe as nações mais ricas liderar o processo, mas isso não impede que outros países dêem exemplos, e esta é uma grande chance para o Brasil.
 No ano passado o país inovou mais uma vez ao criar o fundo amazônico como opção para outros países contribuírem com a preservação da floresta e  neutralizarem suas próprias emissões. A Noruega já entrou com 1 bilhão de dólares até 2015, caso o Brasil mantenha seu compromisso contra o desmatamento. O presidente Lula analisa pedido de nove governadores da região, para que os países desenvolvidos podessam neutralizar apenas 10% de suas emissões com o fundo de proteção florestal. Isto fortaleceria o desenvolvimento sustentável em toda a região e impediria que os países desenvolvidos deixem de cortar emissões em seus próprios territórios por comprarem créditos excessivos do Brasil.

Em meio a um mar de notícias pessimistas sobre os resultados em Copenhaguem mês que vem, esperemos que a consciência manifeste-se nos brasileiros para que sejamos os pioneiros de uma nova era.

Clique aqui para enviar mensagem ao presidente Lula apoiando a tomada de decisões abrangentes e responsáveis em Copenhaguem.

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