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Admirável 1984 novo

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A psicologia dos contos de fadas

Foi uma semana daquelas.

Sentindo-se encurralado nos negócios e alheio ao que acontece no seu próprio lar, suas últimas noites foram mal dormidas, repletas de insegurança e preocupação. Então, em meio a um sonho estranho, um misto de delírio com pesadelo, que juntava – sobre a cobertura de um prédio – uma festa com um julgamento, uma celebração bizarra de polaridades, onde ex-funcionários seus curtiam ao mesmo tempo em que o botavam no pau, o pai é desperto por duas mãozinhas que o chacoalham fragilmente no escuro das 2 horas da manhã.

Papai…

– …

Papaai…

Hmmm… Oi… filho… hmm que aconteceu?, ele resmunga acendendo o abajur e cerrando os olhos, agredidos pela súbita luminosidade no quarto.

Sabendo que irá esquecer deste sonho estranho em poucos instantes, o pai tenta repassá-lo rapidamente na cabeça, pra tentar tirar algum significado dele. Mas as imagens se misturam com a súbita consciência de que seu filho está ali precisando dele, seu filho que anda tão desamparado, para quem ele não tem conseguido preencher seu papel de protetor, tão ocupado que anda com seus próprios interesses.

Papai, tá doendo… o menino fala com um biquinho de cortar o coração, interrompendo seus pensamentos.

Hã? Doendo… o que aconteceu?

Tá doendo aqui – o garoto levanta a camisa do pijama e aponta, com voz trêmula, a um instante de cair aos prantos, para uma inofensiva marca de nascença no lado esquerdo da barriga, que sempre esteve lá.

Eu não consigo dormir… porque tá doendo aqui – a frase soa quase como um lamento musical em sua delicadeza infantil.

O pai se ergue e, já ciente do que está acontecendo, senta-se na beirada da cama e segura seu filho com as duas mãos ao redor dos ombros.

Hmmm… tá dodói meu amor?

Tá… – o menino começa a choramingar

O que aconteceu? – Pergunta o pai, como se esperasse inconscientemente que o garoto respondesse aquilo que ele, em sua maturidade, já sabe.

Um bicho me picou.

Hã? Bicho? Picou?! – por um momento ele fica alerta com a notícia, mas, olhando para a barriga do menino, logo percebe que é um recurso infantil, a única maneira que o garoto tem de expressar o medo que seu pesadelo despertou.

Tá doendo!

Ainda atormentado por um obscuro sentimento de culpa que foi desenterrado pelo seu próprio sonho, e ciente dos acontecimentos recentes, ele, como bom homem de negócios, enxerga uma possibilidade de ouro para reconsquistar a confiança do garoto. A idéia passa como um raio, quase insconscientemente, mas a motivação fica. O pai então se inclina para dar um beijo na barriga do filho, que se afasta, empurrando-o com os braços e virando a cabeça pro lado.

Pára !

Calma filho, é só o papai, não é o monstro que está aqui agora.

E, enquanto faz um carinho, diz:

Já vai sarar, papai está cuidando do seu machucado.

Então ele se levanta e completa,

– Eu vou pegar este bicho que te picou filho, e vou matar ele pra ele nunca mais machucar você!

O pai calça os chinelos e vai até o quarto do garoto, que permanece onde estava, choramingando ao lado da mãe, que sem se levantar o abraça na cama. O menino ouve então uns barulhos lá no outro quarto, e então escuta a voz abafada do seu pai dizer enfaticamente “Arrá! Te peguei! Seu monstro, você nunca mais vai machucar o meu filho! Toma aqui!”. O menino escuta então o ruído de se abrir e fechar a janela do quarto.

– Pronto!

O pai volta ao quarto do casal e diz pro garoto, cheio de firmeza “Prontinho filhão! Achei o bicho que te picou! Ele era feio e mau, mas era um covarde. Onde já se viu atacar  meninos pequenos! Mas eu sou maior que ele.

O garoto fica olhando o pai ali de pé, entoando seu pronunciamento com a firmeza de uma rocha, e sente um calorzinho acolhedor subir pela sua espinha, um sentimento de justiça e de segurança, de estar protegido por um herói.

– Ele tava se escondendo debaixo da sua cama, veja só! Mas eu peguei o bastardo! Esse monstro já era! Você nunca mais vai ver ele andando por esta casa.

O menino sorri, embora ainda fragilizado pelo efeito do pesadelo, e é acalentado pelos pais por uns instantes, em silêncio.

Então ele se afasta um pouco do pai, dá um suspiro, olha pra cima, bem no seu rosto, e com a face ainda pintada pelas lágrimas diz:

Papai, você não matou monstro nenhum!

O quê meu filho?!!

É mentira!

Quê isso filhão! Papai pegou ele, acabou com ele, você ouviu tudo!

E cadê ele?

Eu o joguei lá fora, pra bem longe filho!

Eu não vi nada! Por quê você não me mostrou que pegou ele então?

Filho, ele era muito feio, tava morto! Se eu mostrasse pra você, você ia ficar assustado. Ia ter até pesadelo depois! Papai nao faz essas coisas!

É mentira!

Meu querido, por quê o papai mentiria pra você?

Você mentiu pra mim que o coelinho da Páscoa e o Papai Noel existiam! Você mentiu pra mim que ia na minha apresentação! E você disse que nunca mais ia deixar o João Pedro me bater na escola. Você prometeu que nunca mais ia brigar comigo!

O pai olha para o filho com seriedade e sente um cansaço. Por um momento ele fica com vontade de pedir desculpas, mas logo engole esta vontade, lembra-se que está com sono e repete pra si mesmo que este moleque precisa de um psicólogo. Ou de um remédio. Ou ambos. Então ele simplesmente diz:

O papai matou o bicho que te machucou filho. Se você não acredita no papai é porque o monstro e os amigos dele ficaram sussurrando idéias erradas no seu ouvido que confundiram a sua cabeça. Agora vamos dormir senão eu vou te botar de castigo.

Por Marcelo Schenberg

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A Louca Corrida dos EUA ameaça o planeta

Por Paul Craig Roberts. Tradução de Margarida Ferreira para http://resistir.info/ e Carta Maior. Leia o original em inglês aqui.
Paul Craig Roberts é ex-secretário assistente do Tesouro na administração Reagan, co-autor de “The Tyranny of Good Intentions”. Foi editor associado da página editorial do Wall Street Journal e editor colaborador na National Review.

O Washington Times é um jornal que encara com bons olhos as guerras de agressão de Bush/Cheney/Obama/ neoconservadores no Médio Oriente e defende que se obrigue os terroristas a pagar pelo 11/Setembro. Por isso, fiquei admirado ao saber que, em 24 de fevereiro, a notícia mais apreciada no sítio web do jornal durante os últimos três dias era a reportagem “Explosive News” , do “Inside the Beltway”, sobre as 31 conferências de imprensa em cidades dos EUA e no estrangeiro realizadas a 19 de Fevereiro pelos Arquitetos e Engenheiros para a Verdade do 11/Setembro, uma organização de profissionais que já tem 1 000 membros.

E ainda fiquei mais admirado por a reportagem do jornal tratar a conferência de imprensa muito a sério.

Como é que três arranha-céus do World Trade Center se desintegram subitamente em poeira fina? Como é que sólidas vigas de aço em três arranha-céus cedem subitamente em consequência de incêndios de curta duração, isolados e de baixa temperatura? “Mil arquitetos e engenheiros querem saber, e apelam ao Congresso que promova uma nova investigação sobre a destruição das Torres Gêmeas e do Edifício 7”, noticia o Washington Times.

O jornal noticia que os arquitetos e engenheiros chegaram à conclusão de que a Federal Emergency Management Agency (FEMA) e o National Institute of Standards and Technology (NIST) forneceram “relatos insuficientes, contraditórios e fraudulentos das circunstâncias da destruição das torres” e “exigem uma investigação de um grande júri aos funcionários do NIST”.

O jornal relata que Richard Gage, o porta-voz dos arquitetos e engenheiros disse: “Deverão ser notificados funcionários do governo de que a ‘Conivência com a Traição’, Código 18 (Sec. 2382) dos EUA é um grave crime federal, que exige a ação dos que possuem indícios de traição. As implicações são enormes e podem ter um impacto profundo no próximo julgamento de Khalid Sheik Mohammed”.

Agora há uma outra organização, os Bombeiros pela Verdade do 11/Setembro. Na principal conferência de imprensa em São Francisco, Eric Lawyer, o líder desta organização, anunciou o apoio dos bombeiros às exigências dos arquitetos e engenheiros. Denunciou que não houve qualquer investigação forense aos incêndios que supostamente destruíram os três edifícios e que esta omissão constitui um crime.

Não foram seguidos os procedimentos obrigatórios e, em vez de ser preservada e investigada, a cena do crime foi destruída. Também denunciou que há mais de cem testemunhas de primeira-mão que ouviram e sentiram explosões e há provas de explosões através da rádio, de gravações de som e de vídeos.

Também na conferência de imprensa, o físico Steven Jones apresentou provas da existência de nano-termite em resíduos dos edifícios do WTC encontrada por um painel internacional de cientistas, chefiado pelo Professor Niels Harrit, da Universidade de Copenhaga. A nano-termite é um explosivo/pirotécnico de alta tecnologia capaz de derreter instantaneamente vigas mestras de aço.

Antes de gritarmos “teoria da conspiração”, temos que ter presente que os arquitetos, engenheiros, bombeiros e cientistas não apresentam qualquer teoria. Apresentam provas que contestam a teoria oficial. Estas provas não vão desaparecer.

Se o fato de exprimir dúvidas ou reservas quanto à versão oficial do Relatório da Comissão do 11/Setembro torna uma pessoa num idiota da teoria da conspiração, então também temos que incluir o co-presidente da Comissão do 11/Setembro e o conselheiro legal da Comissão, que escreveram livros em que declaram abertamente que foram enganados por funcionários do governo quando dirigiam a investigação, ou, melhor, quando presidiam à investigação dirigida pelo director executivo Philip Zelikow, membro da equipa de transição do Presidente George W. Bush e do Foreign Intelligence Advisory Board e um co-autor com a secretária de Estado de Bush, Condi “Mushroom Cloud” Rice.

Há-de haver sempre americanos que acreditam em tudo o que o governo lhes diz apesar de saberem que o governo lhes tem mentido muitas vezes. Apesar das dispendiosas guerras que ameaçam a Segurança Social e os Cuidados de Saúde, guerras essas baseadas em inexistentes armas de destruição maciça iraquianas, em inexistentes ligações de Saddam Hussein à al Qaida, em inexistente participação afegã nos ataques de 11/Setembro, e em inexistentes armas nucleares iranianas, que estão a ser invocadas como razão para a próxima guerra americana de agressão no Médio Oriente, mais de metade da população dos EUA continua a acreditar na história fantástica que o governo lhes contou sobre o 11/Setembro, uma conspiração muçulmana que ludibriou todo o mundo ocidental.

Mais ainda, esses americanos não se preocupam com a quantidade de vezes que o governo altera a sua versão. Por exemplo, os americanos ouviram falar pela primeira vez de Osama bin Laden porque o regime Bush lhe atribuiu os ataques do 11/Setembro. Ano após ano foram apresentados vídeos ao público crédulo americano com declarações de bin Laden. Os especialistas consideraram que esses vídeos eram falsificações, mas os americanos mantiveram-se crédulos. Depois, subitamente no ano passado, surgiu um novo “cérebro” do 11/Setembro que ocupou o lugar de Bin Laden, o preso Khalid Sheik Mohammed, o detido que foi mergulhado em água 183 vezes até confessar ter sido o cérebro dos ataques do 11/Setembro.

Na Idade Média, as confissões arrancadas sob tortura constituíam prova, mas o sistema legal dos EUA sempre recusou a auto-incriminação desde a sua fundação. Mas com o regime Bush e os juízes federais Republicanos, que nos juraram defender a Constituição dos EUA, a auto-incriminação de Sheik Mohammed consiste hoje na única prova que o governo americano tem de que foram terroristas muçulmanos que provocaram o 11/Setembro.

Se uma pessoa analisar as acções atribuídas a Khalid Sheik Mohammed, estas são simplesmente incríveis. Sheik Mohammed é um super-herói mais brilhante, com mais capacidades do que V no filme de ficção, “V de Vingança” (V for Vendetta). Sheik Mohammed ludibriou todas as 16 agências de informações americanas e as de todos os aliados ou fantoches dos EUA, incluindo o Mossad de Israel. Não há nenhum serviço de informações na terra nem mesmo todos eles juntos que cheguem aos calcanhares de Sheik Mohammed.

Sheik Mohammed ludibriou o Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Dick Cheney, o Pentágono, o Departamento de Estado, o NORAD, a Força Aérea americana, e o Controlo de Tráfego Aéreo.

Fez com que a Segurança dos Aeroportos falhasse quatro vezes na mesma manhã. Provocou a falha das modernas defesas aéreas do Pentágono, o que permitiu que se jogasse no Pentágono um avião comercial pirateado, que andou fora da rota durante toda a manhã enquanto a Força Aérea americana, pela primeira vez na história, foi incapaz de o interceptar,

Sheik Mohammed conseguiu realizar estas façanhas com pilotos não qualificados.

Sheik Mohammed, apesar de ser um prisioneiro mergulhado em água, conseguiu impedir que o FBI divulgasse os muitos vídeos confiscados que, segundo a versão oficial, mostrariam o avião pirateado a bater no Pentágono.

Até que ponto temos que ser ingênuos para acreditar que qualquer ser humano, qual personagem de ficção de Hollywood, tem este poder e capacidades?

Se Sheik Mohammed tem estas capacidades super humanas, como é que os incompetentes americanos o apanharam? Este tipo é um bode expiatório torturado até à confissão, a fim de que os americanos ingênuos continuem a acreditar na teoria da conspiração governamental.

O que está havendo é que o governo americano tem que pôr fim ao mistério do 11/Setembro. O governo tem que levar a julgamento e condenar um réu para poder encerrar o caso antes que ele rebente. Qualquer pessoa que foi mergulhada em água 183 vezes confessa o que quer que seja.

O governo americano tem respondido às provas, que têm sido apresentadas contra a sua extraordinária teoria da conspiração do 11/Setembro, redefinindo a guerra contra o terrorismo de inimigos externos para inimigos internos. Janet Napolitano, secretária da Segurança Nacional, disse em 21 de Fevereiro que atualmente os extremistas americanos são motivo de preocupação tão grande como os terroristas internacionais. Os extremistas, claro, são pessoas que interferem na agenda do governo, como os 1 000 Arquitectos e Engenheiros pela Verdade do 11/Setembro. Este grupo era de 100, agora já são 1 000. E se vierem a ser 10 000?

Cass Sunstein, um funcionário do regime Obama, tem uma solução para os céticos do 11/Setembro: infiltrar-se dentro deles e levá-los a fazerem declarações e ações que possam ser usadas para os desacreditar ou para os prender. Mas livrar-se deles a todo o custo.

Por quê utilizar estas medidas extremas contra supostos idiotas se eles apenas provocam divertimento e risadas? Estará o governo preocupado que eles farejem alguma coisa?

Em vez disso, por que é que o governo americano não confronta pura e simplesmente as provas que são apresentadas e as contesta?

Se os arquitetos, engenheiros, bombeiros e cientistas são uns idiotas chapados, seria fácil analisar as suas provas e refutá-las. Porque é que é necessário infiltrar-se neles com agentes secretos e armar-lhes ratoeiras?

Muitos norte-americanos responderiam que o “seu” governo nunca sequer pensaria em matar seus próprios cidadãos, roubando aviões e destruindo edifícios só para promover a agenda do governo. Mas em 3 de Fevereiro, Dennis Blair, diretor do National Intelligence, disse à Comissão de Informações da Câmara que o governo dos EUA pode assassinar os seus próprios cidadãos quando eles estão além-mar. Não é necessário nenhuma detenção, nenhum julgamento, nenhuma condenação por um crime capital. Apenas um assassínio impune.

Obviamente, se o governo dos EUA pode assassinar os seus cidadãos no estrangeiro, também pode assassiná-los internamente, e é o que tem feito. Por exemplo, foram assassinados 100 Davidianos Branch [1] em Waco, Texas, por ordem da administração Clinton, sem qualquer razão legítima. O governo decidiu apenas usar do seu poder sabendo que o podia fazer, e foi o que fez.

Os americanos que pensam que o “seu governo” é uma espécie de operação moralmente pura, deviam familiarizar-se com a Operação Northwoods. A Operação Northwoods foi uma conspiração organizada pelos chefes de estado-maior conjuntos para que a CIA efetuasse atos de terrorismo em cidades americanas e fabricasse provas culpando Castro a fim de os EUA poderem conquistar o apoio interno e internacional para a mudança de regime em Cuba. O plano secreto foi vetado pelo presidente John F. Kennedy e foi revelado pelo John F. Kennedy Assassination Records Review Board. Está disponível online no National Security Archive. Há inúmeros relatos disponíveis online, incluindo na Wikipedia. O livro de James Bamford, Body of Secrets , também fala resumidamente na conspiração.

“A Operação Northwoods, que teve a aprovação por escrito do presidente [Gen. Lemnitzer] e de todos os membros dos chefes de estado-maior, propunha que fossem alvejadas pessoas inocentes nas ruas americanas; que fossem afundados no alto mar barcos que transportassem refugiados fugidos de Cuba; que fosse desencadeada uma onda de terrorismo violento em Washington, DC, Miami, e noutros lugares. Seriam acusadas pessoas por explosões que não tinham feito, seriam sequestrados aviões. Através de provas fabricadas, tudo isso seria atribuído a Castro, dando a Lemnitzer e à sua pandilha a justificação e o apoio público e internacional de que precisavam para desencadear a sua guerra”.

Antes do 11 de Setembro os neoconservadores americanos foram explícitos quanto afirmaram que as guerras de agressão que pretendiam desencadear no Médio Oriente exigiam “um novo Pearl Harbour”.

Para seu próprio bem e para o bem de todo o mundo, é preciso que os norte-americanos prestem atenção ao número cada vez maior de especialistas que estão dizendo que o relato do governo sobre o 11 de Setembro não condiz com as suas próprias investigações. O 11 de Setembro desencadeou o plano neoconservador para a hegemonia mundial dos EUA. Enquanto escrevo, o governo dos EUA está a negociar o acordo de governos estrangeiros que rodeiam a Rússia para aceitar bases americanas de intercepção de mísseis. Os EUA pretendem cercar a Rússia com bases americanas de mísseis desde a Polônia, passando pela Europa Central e Kosovo, até à Geórgia, Azerbaijão e Ásia central [ver http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=17709 ]. O enviado especial americano Richard Holbrooke declarou a 20 de Fevereiro que a Al Qaeda está infiltrando-se em regiões da antiga União Soviética na Ásia central, como o Tajiquistão, o Quirguistão, o Uzbequistão, o Turquemenistão e o Cazaquistão. Hollbrooke está pedindo bases norte-americanas nestas repúblicas ex-soviéticas com a desculpa da “guerra contra o terrorismo” sempre em expansão.

Os EUA já cercaram o Irã com bases militares. O governo norte-americano pretende neutralizar a China assumindo o controlo do Oriente Médio e isolando a China do petróleo.

Este plano parte do princípio que a Rússia e a China, países com armas nucleares, ficarão intimidados com as defesas anti-mísseis americanas e cederão à hegemonia dos EUA e que a China ficará sem petróleo para as suas indústrias e forças militares.

O governo dos EUA está enganado. Os líderes militares e políticos russos responderam a esta ameaça óbvia declarando que a OTAN é uma ameaça direta para a segurança da Rússia e anunciando uma mudança na doutrina russa da guerra quanto ao lançamento preventivo de armas nucleares. Os chineses estão demasiado confiantes para serem intimidados por uma “superpotência” americana enfraquecida.

Os retardados mentais de Washington estão jogando a cartada da guerra nuclear. O impulso louco para a hegemonia americana ameaça a vida sobre a terra. O povo norte-americano, ao aceitar as mentiras e enganos do “seu” governo, estão facilitando este resultado.


[1] Davidianos Branch – seita religiosa destrutiva com origem na igreja adventista; em 1993 agentes federais dos EUA cercaram as suas instalações em Waco (Texas), tendo daí resultado a morte de dezenas dos seus membros quando o complexo ardeu completamente (N.T.).

Para saber mais sobre o tema, veja no nosso site os filmes:

Loose Change

Zeitgeist, parte 2

O Novo Século Americano


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Obama ou Bush: um só planeta, um só poder.

A notícia mais bombástica do ano saiu esta semana. O presidente americano “moderno”, “progressista” e “revolucionário” Barack Obama acaba de colocar a democracia em xeque ao anunciar reforma financeira “radical”, que, em meio a um conjunto de cosméticos para fácil aprovação popular (como a criação de uma agência para “proteger o consumidor de produtos financeiros“), dá um passo em direção a um futuro sombrio, sem que nos demos conta: no centro do plano está o Federal Reserve (FED, banco central americano), que terá “superpoderes” para supervisionar as maiores instituições financeiras e intervir caso sejam identificados riscos sistêmicos.

Tudo isto está tendo ampla cobertura na mídia, com otimismo. Então qual é a novidade? O que você não deve saber é que o FED é uma instituição PRIVADA. Se ainda não caiu a ficha, o presidente americano – agora revelando-se, como todos os outros, a serviço de uma pequena e inescrupulosa elite com poderes gigantescos e ambições sinistras de controle global -, acaba de fortalecer uma instituição privada, que já por princípio trabalha pelo lucro e não pelo povo (afinal assim são bancos privados), num grau jamais visto. A desculpa é a Crise Financeira. Assim como a Crise de 29 foi outra desculpa para uma manobra de concentração de poder do mesmo órgão, que, repito, não é governamental, mas PRIVADO.

fed

Não bastasse ter o poder de criar dinheiro do nada, manipulando o sistema econômico e provocando crises a bel prazer, este grupo está agora acima do bem e do mal. É uma questão de tempo até que nos tornemos apenas gado sob sua tutela, se não acordarmos para o mundo neste instante (para se aprofundar em relação ao FED, assista agora os documentários Dinheiro é Dívida e Zeitgeist, parte III no nosso site).

A internet é a maior revolução popular de todos os tempos, mas a gente ainda não se deu conta disso. Estamos muito ocupados com redes de relacionamento e entretenimento virtual. Em breve ela será sondada pelos lobos e a censura começará a sinalizar nossa derrocada. A mídia e seu tom debochado em relação a o que chamam de “teoria da conspiração” diminui em nós a capacidade de entender o que realmente está se passando, nos tratando com uma política do pão e circo, imergindo todos na competitividade insignificante do futebol, dos reality shows, no medo de nós mesmos, com ampla cobertura de tragédias populares que indiciam o cidadão comum como uma ameaça e nos faz alheios ao fato que uma elite com aspirações eugênicas está colocando em prática um plano ultra-ganancioso de transformações que inclui a nossa aceitação passiva, imersos que estamos nos prazeres frugais da realidade virtual.

Dar superpoderes ao FED NÃO é um imperativo para se combater a crise, mas é um passo em direção a uma separação definitiva entre privilegiados e a grande massa trabalhadora e facilmente manipulável. Acorde, manifeste-se, questione. Não deixe o rabo começar crescer do seu traseiro, não deixe sua voz tornar-se um mugido.

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