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Dia mundial do meio ambiente

Como ela não fala a nossa língua, mas a língua dela própria, na própria cadência, compartilhamos hoje este vídeo em homenagem a Gaia

O vídeo é trailer do capítulo 9 da Série VIDA, da BBC

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A história da crise

Dos mesmos produtores do famosíssimo “A história das coisas“, e das sequências sobre a água engarrafada, credito de carbono, eletronicos etc, foi lançado hoje “The Story of Broke”. Por enquanto apenas em inglês

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A Máquina Planetária do Trabalho

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Redescobrindo o princípio do divino feminino na Água

Por Kathi von Koerber, especial para o Plantando Consciência

Estamos na época de nos dar conta de que, por séculos, o valor real da água como a verdadeira forma do feminino foi negligenciado. Por milênios a humanidade reverenciou o elemento do fogo, o filho do Sol. Fogo é uma manifestação do masculino no planeta Terra, e a água é o aspecto feminino. Em nossa história, fogo significou riqueza, potencial, capacidade de forjar ouro, massacrar e queimar impérios, conquistar territórios, cruzadas e caça às bruxas; e continua sendo usado como elemento de impacto e poder. Civilizações imperiais governaram com desdém pelo balanço dos elementos da água e fogo. Este último, relativo ao Sol na Terra, tornou-se a celebrada força do elemento masculino de força e poder, e as águas, elemento feminino, lenta mas consistentemente foram depreciadas e poluídas.

Hoje nossas águas estão em estado de crise e nós humanos refletimos este estado em nós mesmos. Sem dúvidas o ciclo da vida está sendo desafiado enquanto o aquecimento global acelera, represas estão interferindo com o fluxo da natureza e até mesmo o rio Amazonas está experimentando secas. Igualmente, a saúde e o bem estar interior da humanidade está sofrendo de pobreza espiritual e existencial. Desordens mundiais de ansiedade, depressão, esquizofrenia, insônia, vícios e personalidades maníacas são resultado da crise interior. Desordens femininas como a TPM extrema, fibrose, câncer de útero, infertilidade e câncer de mama são apenas alguns exemplos que refletem a luta do sexo feminino para encontrar equilíbrio e saúde num mundo moderno afastado da natureza. Esta crise é resultado da falta de harmonia entre os humanos; homens, mulheres e sua relação mútua e consigo mesmos, a natureza e os elementos. E mais especificamente o desequilíbrio da água e do fogo em nossas vidas.

Como passamos a compreender nas últimas décadas, o cuidado com a água é fundamental para nossa sobrevivência futura. Mais do que jamais imaginamos. Como habitantes da Terra, nós entramos numa época onde precisamos priorizar e reverenciar mais a Terra e seus habitantes femininos para nos reequilibrar e harmonizar.

O princípio do feminino no planeta Terra pode ser encontrado no fluxo das águas. Os lagos, rios, tudo que flui, acumula, nutre e eventualmente origina o oceano. Nos textos Védicos é dito que existem sete tipos de águas: nascentes, corredeiras, rios, lagoas, lagos, aquíferos e o mar. Os lagos e lagoas representam o ventre, os rios e as cachoeiras a fertilidade e virilidade das águas e os oceanos representam o líquido amniótico. Os mares e oceanos são conhecidos em muitas tradições com a mãe das águas, também conhecido no Brasil como Iemanjá. O elemento da água é o sangue de nosso planeta, os rios são as veias da Terra e por natureza, as mulheres cuidam e abençoam a água. O princípio feminino é nutrir, manter seguro, como a mãe segurando e alimentando seu bebê. Ao nutrir seu ventre, suas crianças, as mulheres efetivamente nutrem as águas e a si mesmas. Portanto, as mulheres tem a responsabilidade de agir como guardiãs das águas. Toda água que flui traz a marca da nutrição, da mãe e da cuidadora.

A natureza do feminino é muito similar a um cristal. Cristais são condutores de energia, assim como as mulheres. Mulheres são geralmente mais sensíveis que homens, elas absorvem e transformam a energia, como uma mãe que cuida de seu filho com leite do seio. Da mesma maneira, pensamentos e emoções são absorvidos e armazenados em nossos corpos através de nossas águas, como nosso sangue que leva nutrientes para as células e órgãos. Água é um condutor e portanto precisamos tomar cuidado com quais pensamentos colocamos na água pois ela pode absorvê-los. Quando absorvem e não liberam, nossas águas podem ficar fisicamente desequilibradas, resultando em desarmonia ou doença. Então, para reestabelecer a harmonia, é preciso aprender a equilibrar as emoções e estar consciente de que estamos poluindo nossas águas interiores com pensamentos negativos.

É do entendimento de todos que precisamos participar ativamente dos ciclos da vida e não nos considerarmos separados da natureza. Para cada recebimento há uma retribuição. Assim como há um negativo, há um positivo, como uma bateria. Para cada recebimento de água há uma oferta. Para cada emoção há um ato de harmonização e limpeza. Como na natureza, para cada noite há um dia, enquanto o sol e a lua ciclam harmoniosamente, as energias do fogo e da água podem novamente se realinhar.

Então para cada gole de água que sacia nossa sede e limpa nossos corpos, deve haver um ato recíproco. Um ato de devolver é um agradecimento em uma tentativa de harmonização de nossas águas internas e externas. Pensando positivamente quando cozinhamos, ou quando movemos nossas águas internas através da dança, ou ao cantarmos e vibrarmos durante o banho. Compreender que toda a água que usamos foi usada por nossos ancestrais e será usada por nossos filhos e portanto devemos honrar a linhagem e a continuidade da vida.

Com o tempo podemos reintegrar o ciclo da água em nossas vidas, seja através de um estilo de vida sustentável, coletando as águas cinzas, ou sabendo de onde vem sua água potável. Assim, nosso conhecimento se torna mais consciente do design sagrado da vida e das leis da natureza. Para homens e mulheres poderem também compreender que a cozinha, para uma mulher, é o ponto central da família e o altar vivo do equlíbrio alquímico da água e do fogo.

Não Podemos viver sem água. Água é vida, água dá vida e água tira vida.

Estamos vivendo no limiar da maior crise que a humanidade já presenciou, que é a falta de água fresca e limpa. Portanto é extremamente importante como iremos tratar a água interna e externa daqui pra frente. Uma crise planetária da água revela-se de três formas: água contaminada, falta de água e excesso de água. Em nossos corpos, a água poluída se manifesta como raiva, falta de água se relaciona com tristeza e o excesso de água é o ciúme, luxúria e ganância, todos levando a tormentos e desequilíbrio. Para quaisquer formas de turbulência sobre a água que falemos, o antídoto são rezas e boas ações.

Mulheres foram abençoadas com o presente da auto-limpeza na forma de nosso ciclo menstrual. Assim como a terra tem seus ciclos, os sistemas reprodutivos da mulher e o ciclo menstrual são um mecanismo de limpeza sintonizado com a lua. A lua é o guardião feminino que alinha as águas femininas e a menstruação aos ciclos do cosmos. Assim como a água limpa a si mesma por osmose, evaporação, precipitação e filtragem durante a sedimentação, as mulheres liberam e transformam toxinas acumuladas, energias estagnadas e emoções através da menstruação. A menstruação é uma maneira do corpo e da mente se limparem para toda a família, pois a mulher é a peça central da família, pois é a que dá a luz e nutre. A menstruação foi suprimida pela sociedade ao ponto de pessoas tentarem escondê-la, fingir que não está acontecendo e ignorando-a. Todos os sintomas da TPM, ou saúde debilitada em torno da menstruação ou dos sistemas reprodutivos são claras indicações de alguma sorte de desarmonia espiritual ou física. Os ciclos naturais nunca deveriam ser considerados como certezas; o mesmo vale para o sistema menstrual da mulher.

O ciclo natural da mulher é um método altamente avançado para as mulheres se reconectarem à terra e limparem seu ser interior. Mulheres precisam aprender a honrar este momento sagrado e serem apoiadas pelo seu entorno neste feito. Devolver o sangue menstrual como matéria fértil para o solo é uma prática ancestral, contrastante com o conveniente descarte na descarga do banheiro. A verdadeira reza da mulher para devolver seu sangue menstrual para a terra, através do uso do moderno e conveniente coletor de silicone fortalece a comunicação direta com a terra e o eu interior da mulher. Isso permite que as mulheres novamente se tornem suas próprias curandeiras e revigora a relação deteriorada com o planeta Terra. As emoções ficam ancoradas ao solo e não na água. Quando o sangue menstrual é depositado na água, a água se torna mais volátil com emoções e toxicidade. Mesmo a água sendo reciclada muitas vezes, nós beberemos esta volatilidade e será difícil equilibrar mente, espírito e a harmonia masculino/feminino no planeta. O elemento terra tem a habilidade de acalmar as águas.

O primeiro passo para harmonizar o papel do divino feminino é recuperar nossas águas. Como humanidade e indivíduos, temos de reclamar nossas águas. Em uma jornada interior para curar e garantir águas tranquilas é importante integrar a si mesmo nos ciclos naturais das leis do universo. Em um nível ambiental é importante estar seguro de onde vêm nossa água potável, como foi tratada e para onde fluirá depois. É a responsabilidade pessoal com a saúde interior e sua manutenção, para que então possamos ser úteis na preservação e continuidade da comunidade. Na reza e no dia a dia, significa balancear as águas internas e externas permitindo a nós mesmas honrar e ouvir a fluidez das águas femininas.

Kathi von Koerber é uma dançarina/curandeira e diretora de cinema da Alemanha/Africa do Sul. Conviveu com idosos das tribos Bushmen no sul da África do Sul, os Tuareg no Saara, a princesa da Iboga no Gabão, Bernardette Riebenot, Lakota, Navajo e Cherokee nos EUA, Xawante e Fulnio no Brasil e os Camsra e Kogi na Colômbia. Kathi ensina dança e faz apresentações internacionais ha 15 anos, e dedica sua vida para preservar a sabedoria indígena e advocar rituais como elementos chave na evolução humana e iniciação na vida adulta.

Kathi fundou a Kiahkeya em 2004 com o objetivo de informar e disseminar a arte, criatividade e espiritualidade com o propósito da tolerância e igualdade cultural e ambiental.

Vários projetos incluem filmes sobre a tribo Bushmen na África do Sul, o filme “Footsteps in Africa” sobre a música, dança e capacidade de sobrevivência dos nômades Tamakesh no Saara e um filme ambiental de dança Butoh feito nas geleiras do Alaska, que ela atualmente está editando.

O projeto mais recente de Kathi é um filme sobre os poderes místicos da água chamado “Moving Waters”. Kiahkeya também produz workshops interculturais, incluindo dança, medicina sagrada com plantas medicinais, rezas de diferentes tradições, treinamento em liderança selvagem e vivência sustentável. Todos os projetos da Kiahkeya são esforços para apoiar o ambiente e seus habitantes nesta era moderna. Kathi honra a voz da avó. Ela apóia a reza feminina e suas vozes anciãs através dos elementos, a terra e o alimento, o fogo e a transformação, a água e seu poder purificante e o ar através do qual caminhamos a dança da vida

http://www.kiahkeya.com
http://www.imovewater.net

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E agora, doutor?

“Toda verdade passa por três estágios. Primeiro, ela é ridicularizada. Depois, é violentamente refutada. E num terceiro momento, ela é aceita como sendo auto-evidente“ – Arthur Schopenhauer

Educado numa família cuja única fé é na ciência, cresci entendendo que um dos pilares que sustentam a nossa civilização é a medicina moderna. Se o mundo é atormentado por guerras, violência, epidemias, dor e morte… a medicina é o antídoto e o equilíbrio para todo esse sofrimento. No meu olhar de classe média intelectualizada, todo aquele papo sobre “energias” e curas espirituais não passava de um truque psicológico pra faturar em cima de frágil crença do pobre cidadão sem educação. Energia, segundo aprendi em casa, é o que acende as lâmpadas.

Então o tempo foi passando e o caminho que as coisas tomaram não foi exatamente aquele previsto pela milagrosa sociedade capitalista científico-tecnológica, aquela que venceu a barbárie das doenças infecciosas e rituais supersticiosos. O mundo não melhorou, e curiosamente as únicas pílulas que parecem ter deixado as pessoas mais felizes são consideradas “schedule I” (a lista 1 de substâncias proibidas) de acordo com os preceitos do FDA. E não se pode comprar ecstasy na farmácia, nem mesmo com prescrição médica. Então ‘bora pros ansiolíticos e antidepressivos, as drogas da vez da sociedade moderna.

Eu não conheço ninguém que não conheça alguém que toma antidepressivos, estabilizadores de humor, calmantes ou outros da mesma sorte. Curiosamente, as pessoas que eu conheço que incluíram estes medicamentos na sua dieta são os mais bem sucedidos do ponto de vista do capitalismo: a grande maioria está “bem empregada” e conquistou uma posição financeira capaz de promover segurança e conforto. Todos estão comprando apartamentos, tem Wii com Rock Band em casa, e carros de valor cotado acima das três dezenas de milhar, pra ficar no mínimo denominador comum.

Por outro lado, riquezas acumuladas ao longo de uma vida inteira são gastas em um punhado de anos com medicamentos, médicos, enfermeiras e internações hospitalares naqueles que têm que encarar um câncer, parkinson, alzheimer e tantas outras doenças degenerativas que afetam muitos de nossos idosos (e outros nem tão idosos assim).

As pessoas “chegaram lá”, mas não encontraram a felicidade, ou a plenitude. E a medicina moderna não preencheu este vazio. Pelo contrário, Michael Jackson, Brittany Murphy e Heath Ledger têm em comum o fato de terem inaugurado a era das celebridades que morrem por overdose de remédios prescritos. O mundo moderno está em crise de consciência, e consequentemente de saúde. Crise aliás, é o termo se tornou a definição por excelência dos nossos tempos, não é?

E agora, como sair dessa? Olhe em volta. Que alternativas você consegue encontrar? Veja o modelo espiritualizado da física quântica, o olhar simbiótico da permacultura, o debate inevitável acerca da falência da guerra às drogas, a popularização da yoga, a falência moral do sistema monetário… a impressão pra quem pega o bonde andando é que voltamos aos anos 60.

E é mais ou menos isso mesmo. Como colocado no filme de João Amorim, 2012 Tempo de Mudança, existe uma idéia errônea de que os anos 60 “fracassaram”, quando na verdade as mudanças compulsórias de hábitos que estão marcando a nossa época são herança direta daquele período, pioneiro em diversas áreas como a yoga, comida orgânica, feminismo, vanguarda artística, liberação sexual, psicodelia e assim por diante.

Dentre as áreas que hoje resgatam a tradição dos anos 60 e merecem nossa atenção, uma das mais fundamentais é a  medicina. Vamos ser honestos. Os hospitais públicos estão sobrecarregados. Os hospitais privados e laboratórios de exame emergem imponentes na paisagem urbana como templos luxuosos, que oferecem mais mimos e distrações do que cura propriamente, quem já teve um parente internado sabe bem disso.

Fora dos hospitais a realidade não é muito diferente. A grande maioria das consultas médicas são motivadas primeiramente por distúrbios psicossomáticos. Segundo o professor de medicina e psiquiatria da New York Medical College PJ Rosch, 70 a 90% das visitas a consultórios médicos nos EUA são relacionadas ao estresse, que leva os americanos a consumirem 5 bilhões de tranquilizantes todo ano.

Na verdade, as pessoas acreditam no que querem acreditar e não acreditam naquilo que não querem acreditar, independentemente dos fatos e evidências” – Dr. Andrew Weil

O buraco é ainda mais embaixo. Cansados de ver milhões de vidas sendo ceifadas em nome de doenças misteriosas como o câncer e a AIDS, que mesmo após mais de um século de progresso científico-tecnológico e do desenvolvimento da medicina moderna não conseguem ser completamente explicadas ou tratadas, alguns heróis de espírito investigativo começaram a colocar em cheque estes paradigmas antes inquestionáveis. Os documentários A Casa dos Números, sobre a AIDS, e Uma Linda Verdade, sobre o Câncer, partem de perguntas tão óbvias que é como se tivéssemos esquecido de nos perguntar.

Para aqueles que desconfiam de “teorias da conspiração” e gostam de números e fontes confiáveis, basta navegar pelo site da Organização Mundial de Saúde. Enquanto que, em 1995, o relatório anual da OMS apontava a pobreza como principal barreira para o desenvolvimento da saúde no mundo, numa sociedade aparentemente saudável com excessão dos rincões de miséria, em 2008, o mesmo relatório já mudava de tom, apontando que “condições injustas de acesso à saúde, custos empobrecedores e a erosão da confiança no sistema de saúde constituem uma grande ameaça para a estabilidade social”, pedindo um “retorno a uma abordagem mais holística da saúde”.

A questão é simples: desde que a ciência dos comprimidos e da medicina alopática  monopolizou a promessa de cura, a sociedade não se tornou mais saudável. Pelo contrário, estamos na verdade mais doentes do que no passado.

A equação não é difícil de entender. A natureza corporativa da indústria farmacêutica, voraz pelo lucro em larga escala, faz com que ela só tenha olhos para drogas de “alívio imediato” (que tendem apenas a eliminar temporariamente os sintomas, ao invés de combater o problema pela raíz, forçando o uso recorrente) e desta forma inibem quaisquer tentativas de tratamento que não implique no uso dos remédios ou tratamentos alopáticos que a sustetam.

Eis então uma verdadeira pandemia: nomes imponentes como Transtorno Obssessivo Compulsivo, Transtorno Bipolar, Síndrome do Pânico e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade tiram do paciente a responsabilidade pela sua própria situação, que é entregue aos “milagrosos” coquetéis químicos da medicina moderna, e com isso nomes como Frontal, Prozac, Ritalina, Lexotan, Rivotril entre tantos outros, são hoje tão populares quanto as dos fabricantes de celulares. Estou exagerando? Então confira esta grife esperta que lançou objetos de decoração inspirados nestes novos ícones da cultura pop.

Esta mesma indústria farmacêutica se baseia na confiança oferecida pela ciência para desmoralizar tratamentos alternativos, que geralmente são tachados de ineficazes por não terem validação científica ou até mesmo por serem inacessíveis ao método científico experimental, como a homeopatia, fitoterapia, acupuntura, aromaterapia, ayurveda, reiki e assim por diante.

“Construímos um sistema médico em que o ato de enganar não é apenas tolerado, mas recompensado”, afirmou em entrevista à Folha de São Paulo o médico Carl Elliot, professor de bioética e filosofia na Universidade de Minnesota e autor do livro “White Coat, Black Hat -Adventures on the Dark Side of Medicine” (Jaleco Branco, Chapéu Preto: Aventuras no Lado Negro da Medicina), uma viagem aterrorizante pelas falcatruas e o poder exercido pela indústria farmacêutica, que escapou a todo controle em nome do lucro. “O problema hoje é que temos um sistema de desenvolvimento de drogas orientado para o mercado e não para as coisas que as pessoas doentes precisam”, nos lembra o médico americano.

Mas uma verdade fabricada não consegue se sustentar somente em números por muito tempo. Como demonstrado nos documentários mencionados anteriormente, as mortes dolorosas de pacientes de AIDS pelo uso de tóxicos pesados como o AZT, ou de pacientes de câncer pela quimioterapia (que no fundo é um ataque irrestrito ao organismo, já que mata células indiscriminadamente, e não apenas as cancerígenas), rivalizam com as mortes provocadas pelas próprias doenças sem tratamento algum. Se é que elas são o que nós pensamos que fossem.

E os dados foram lançados. A medicina alternativa ganha espaço em meio a esta crise de controle pela nossa fidelidade. Por um lado, vemos o crescimento do uso medicinal das plantas de poder por xamãs urbanos, ou o debate acerca das propriedades medicinais da maconha ganhar atenção da mídia, por outro, novas práticas medicinais que se propõem a resgatar elementos da cultura oriental e de conhecimentos espirituais começam a penetrar nas classes mais intelectualizadas. O Plantando Consciência está acompanhando esta briga de perto, e aproveitamos para indicar dois workshops que acontecem em Novembro que devem ajudar a fomentar esta reflexão.

O primeiro, Desenvolvimento Humano Multidimensional, que acontece agora no dia 12 de Novembro, com o Dr. Fernando Bignardi, trabalha a saúde através da abordagem quântica do físico Amit Goswami. Bignardi é formado pela Escola Paulista de Medicina (EPM-UNIFESP); pós-graduado em Homeopatia, Psicoterapia, Medicina Comportamental, Biologia, Ecologia e Geriatria/Gerontologia; e é um dos defensores de que o estilo de vida da cultura ocidental contemporânea é o principal fator de doenças crônicas como a depressão, hipertensão arterial e diabetes, propondo que adotemos o modelo quântico de ser humano na questão da cura. Assista à entrevista do Dr. Fernando Bignardi para o Globo Repórter (exibida em 08/10/2010)

O segundo, Workshop de Introdução à Sintergética, nome que pode ser desmembrado em “Síntese das Energias”, acontece nos dias 20 e 21 e apresenta, através da chilena Daniela Blazquez, psicóloga residente na Austrália, uma medicina integralista que propõe uma visão holística baseada nos conhecimentos ancestrais da ayurveda, medicina chinesa, xamanismo e geometria sagrada.

O importante em ambos os casos é abrirmos nossa receptividade ao novo, ao invés de categorizarmos o que desconhecemos com uma etiqueta, motivados pelo preconceito. Olhe para si e para as pessoas ao seu redor e você também irá perceber que não é mais possível viver um mundo dualista, que promove a distinção entre a medicina “de verdade” e as “baboseiras new age”. A sociedade está doente, o planeta está doente, e aqueles modelos que tínhamos como solução estão falhando. Dê uma chance para romper com alguns paradigmas envelhecidos e talvez você descubra que, ao invés de um gigantesco iceberg no qual colidimos sem saber antecipar, como o Titanic, existe uma maravilhosa oportunidade que se abre para um mundo de saúde e de possibilidades infinitas.

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Você está pronto para a permacultura?

Paul Cezanne - Pyramide de crânes

Em 1906, Paul Cézanne, aos 67 anos de uma vida pontuada por fracassos pessoais e profissionais, morreu de pneumonia, sem saber que se tornaria um dos mais influentes artistas do século XIX , ou o “pai da Arte Moderna”. Ao longo de sua vida, suas pinturas pós-impressionistas eram ignoradas pelo público e ridicularizadas pela burguesia francesa. Apenas 3 anos antes de sua morte, o pintor teve que lidar com um artigo desmoralizante sobre seu trabalho, intitulado “O Amor pela Feiúra”, publicado num jornal de grande circulação.

Cézanne pintou a montanha de Sainte-Victoire, no sul da França e visível de sua casa, cerca de sessenta vezes, e dizia que a montanha é que mandava mensagens o chamando para ser pintada. O pintor mergulhou na Sainte-Victoire com tanta voracidade pois notava que o resultado de seu trabalho nunca era uma representação da montanha que ele observava, já que uma ligeira mudança de ângulo, luz, tempo, da vegetação e do próprio olhar do observador sempre a transformavam em outra montanha, diferente daquele que ele havia apreendido.

O artista percebia de maneira intuitiva que aquilo que tomamos como realidade é uma projeção da nossa consciência, ao invés de uma existência fixa em si, e que portanto pode se apresentar de formas distintas. O escritor Daniel Pinchbeck tem uma frase ilustrativa a este respeito: “nós não vemos o mundo como ele é, mas, em grande parte, vemos o mundo como nós somos”.

Assim como grande parte dos artistas visionários que pressentem instintivamente uma mudança em seu tempo e a retratam em termos subjetivos, Cézanne e seu uso de cores intensas, formas geometrizadas e eliminação de contornos distintos influenciou praticamente todos os movimentos de vanguarda que se seguiram à sua morte, mas sua arte só foi compreendida pela sociedade com o passar do tempo. Seu significado, ora visionário, se consolidou, foi absorvido pelo sistema e, hoje, seu estilo tem cara de “velho”.

Outra perspectiva interessante sobre o mesmo fenômeno é a do economista francês Jacques Attali. Em seu livro “Bruits” (em francês) ou “Noise: A Political Economy of Music” (“Ruído, uma Economia Política da Música”, inédito no Brasil), ele argumenta que, quando uma grande mudança social está para acontecer, ela vai se mostrar primeiro na música. De acordo com Attali, você pode identificar facilmente que tipo de música faz esse papel profético, porque as pessoas irão dizer que “isso não é música, é barulho” (qualquer semelhança com a “feiúra” da arte de Cézanne…).

Se a sua avó, que talvez tenha pensado dessa forma à época em que os Beatles chegaram ao topo das paradas, hoje acha as canções do quarteto de Liverpool um tanto charmosas, isto não se deve a um maneirismo qualquer. Essa música não é mais ruído porque o mundo que ela anunciava já chegou.

O que isso demonstra hoje, além do papel visionário da cultura de vanguarda, é o onipresente papel do tempo como professor e “limpador de pára-brisas” ideológico, permitindo clareza de visão. Algo impossível de ser atingido através da racionalização imediatista utilizada por meios de comunicação corporativos, pela arrogância da ciência materialista e por partidos e partidários políticos de qualquer inclinação. Revela também o onipresente preconceito inerente a esta parcela da sociedade, que é sempre pega de surpresa pelas ondas da história.

“Poluição é um recurso não utilizado” – Bill Mollison

A monocultura a que estamos acostumados, paisagem típica Brasil afora, com vastas plantações de cana, milho, café e outros, é um conceito permanente em nossas cabeças. Ela está lá desde que nós nos damos por gente: basta sair da cidade, e entrar em uma rodovia qualquer para deparar com vastos campos forrados de carpetes verdes, ou pastos salpicados de vaquinhas. Essa é a nossa própria definição de “interior”, ou de ambiente “rural”. No entanto, essa monocultura não foi projetada para ser permanente.

Incapaz de olhar as consequências de sua aplicação a longo prazo, o agronegócio se originou da chamada “revolução verde” das décadas de 40 a 60 – a mecanização e o uso de insumos industriais (fertilizantes e agrotóxicos), que permitem uma produção em larga escala – e transformou a paisagem global.

Mas como qualquer monocultura, esta agricultura convencional não é um sistema estável, isto é, não tem resiliência, que é a capacidade de se regenerar ao estado original (como um elástico que, após estendido, volta ao seu formato anterior). E assim, não leva o solo em consideração. Contrária aos princípios pelos quais a natureza opera, a substituição da cobertura vegetal original de uma região – baseada na relação simbiótica entre uma variedade de espécies – por uma cultura única é uma prática danosa ao solo, causando a poluição e esgotamento, e consequente dependência de adubos e insumos químicos para torná-lo novamente produtivo. O efeito colateral é uma produção literalmente envenenada e a desertificação de áreas antes ricas em biodiversidade.

Se isso soa como discurso de militante ecochato, lembre-se da questão da feiúra de Cézanne ou do ruído na música: trata-se na verdade do centro de todas as questões fundamentais para a nossa sociedade contemporânea. A crise ambiental é apenas um dos sintomas de uma grande crise estrutural, que por sua vez é fundamentada no atual sistema financeiro, ele próprio também uma monocultura (para saber mais, veja esclarecedora entrevista com o economista e co-autor do Euro, Bernard Lietaer, que, por sinal, é um dos entrevistados do filme 2012 Tempo de Mudança, que exibimos recentemente em São Paulo).

Com isto em mente, precisamos deixar claro que a tradição intelectual da esquerda brasileira não entende o ambientalismo. Inteiramente focada na substituição de um projeto de poder – dos ricos para a classe trabalhadora – essa esquerda acredita que, para fins de progresso, é necessário expandir os meios produtivos criados pelo sistema capitalista – principalmente aqueles em larga escala, dentre os quais a monocultura e o agronegócio – por entender que a população, ou a distribuição de renda, é mais importante que o meio-ambiente.

Esta mesma perspectiva acusa os ambientalistas de quererem “estacionar a produção”, uma vez que acredita que “igualdade significa produção” e que não há como “produzir sem destruir”. Herança do discurso marxista dos tempos de Guerra Fria e ditadura militar no Brasil, esta retórica é a mesma que tenta se justificar perguntando “e de que outra forma poderíamos alimentar 6 bilhões de pessoas?”

A direita, por outro lado, é tão gananciosa que é como se dissesse “dane-se, vamos cometer atrocidades para alimentar ainda mais nossa ganância”. Está interessada apenas na manutenção do esquema de poder vigente, ou na recuperação de um poder perdido, e não poupa esforços para atingir seu objetivo.

O que não é considerado nesta equação é que grande parte da produção agrícola da monocultura mundial não é destinada ao consumo da população, mas sim a abastecer as demandas incessantes do capitalismo, como a produção de combustível (caso da cana e do milho), ração para a indústria pecuária (soja), produção de madeira e papel (eucalipto), e o especulativo agronegócio exportador, entre outros.

Exemplos mostram que é possível produzir quase todo o contingente de frutas, verduras e legumes necessários para alimentar uma cidade grande dentro da própria cidade, minimizando o impacto ambiental nas áreas rurais, eliminando o custo e o impacto do transporte e usando os microclimas gerados pelas hortas para tratar o ar urbano de maneira natural. Foi o que aconteceu, à força, em Cuba.

O Poder da Comunidade

Com o colapso da União Soviética e o embargo americano nos anos 90, Cuba ficou isolada do mundo capitalista e de sua força motriz, o petróleo. A crise que se seguiu foi dura, e obrigou os cubanos a se virarem criativamente como podiam para viver em uma sociedade com escassez de energia e alimentos. Motivada pela necessidade, a população teve que fazer, na marra, uma transição de uma sociedade industrial para uma sociedade mais sustentável, e começou a utilizar terrenos baldios, estacionamentos e outros espaços urbanos desocupados para produzir verduras e legumes, dando a volta por cima e resolvendo um problema aparentemente insolúvel.

Ao contrário do que se poderia esperar, após o fim do embargo americano as hortas urbanas não foram abandonadas para um regresso à monocultura monopolista. A produção orgânica local é hoje responsável por suprir a demanda de 60% da população cubana, e começa a ser imitada em cidades modernas como Nova York, que está descobrindo os telhados verdes, ou hortas verticais, em cima dos edifícios, espaço antes ocioso. Para saber mais sobre a sobrevivência de Cuba à escassez do petróleo, assista ao  documentário “O Poder da Comunidade”.

Curiosamente, a esquerda brasileira, aparentemente alheia ao exemplo cubano, tão imersa que está em seus próprios dogmas inabaláveis (a herança marxista, um projeto que teve papel fundamental no século XX, mas que hoje se mostra anacrônico), vê com maus olhos defesa do meio-ambiente como projeto político, uma vez que o meio-ambiente é tido como algo separado de nós, algo a ser explorado em prol do benefício da população.

Uma perspectiva mais engenhosa que começa a ganhar terreno hoje (e que ressoa com a visão de Cézanne), em meio à uma crise ambiental cada vez mais avassaladora, é a de que somos parte da natureza, uma forma de inteligência própria que levou milhões de anos para desenvolver seus princípios sustentáveis. E que podemos de fato estar à beira da extinção, como aconteceu com a civilização Maia, que não conseguiu se recuperar do aumento populacional além da capacidade de se produzir alimentos, do desmatamento para o uso da monocultura, e do aumento incessante das guerras.

Em 1978, o ecologista australiano Bill Mollison cunhou o termo permacultura para propor um sistema sustentável baseado no design ecológico e na observação da forma como a natureza opera. Em outras palavras, imitar a natureza é criar uma cultura permanente. Este “planejamento de ocupações humanas sustentáveis”, em definição do próprio Mollison, foca em eficientes sistemas intensivos que operam em pequena escala, mas podem pipocar aos montes em qualquer ambiente, seja num terreno urbano ou no campo.

Ao contrário dos sistemas inconsequentes em larga escala que hoje moldam a paisagem rural, o sistema da permacultura se baseia em recursos biológicos, e não nos combustíveis fósseis (tanto os fertilizantes como os agrotóxicos são derivados do petróleo). E o tema central é que cada componente do sistema está intrinsecamente relacionado entre si (o solo, por exemplo, que é ignorado na monocultura, é tratado como elemento chave na permacultura). Na permacultura, tudo tem pelo menos 2 funções.

O uso sustentável proposto por Mollison foi amplamente inspirado pelo fazendeiro naturalista e filósofo japonês Masanobu Fukuoka (1913–2008), que propunha uma agricultura sem maquinário, fertilizantes ou pesticidas já nos anos 40, seguindo o princípio de “observar a natureza e trabalhar com ela, ao invés de impor nossos desejos sobre ela”. Passadas 6 décadas, é hora de começarmos a escutar aqueles que atropelamos em nome do progresso. Afinal, como dizem os índios Lakota, a profecia somos nós.

Onde procurar cursos de permacultura:

UMAPAZ (São Paulo)
agrofloresta.net
IPEMA (Ubatuba)
Morada da Floresta (São Paulo)
Casa dos Hólons (São Paulo)
Ecocentro IPEC (Goiás)
Ciclo Sustainable (Goiás)
Ipoema (Distrito Federal)

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Pra tirar o pé do lodo

Na costa americana do Golfo do México, o choque causado pelo vazamento de petróleo um mês atrás é agora realidade para milhões de cidadãos, ao passo que se percebe o tamanho do estrago. Estrago causado pela ambição por perigosos combustíveis fósseis e pela perpetuação de uma sociedade monetária que está se tornando datada com sua máxima de “lucros a qualquer custo” (seja o custo humano ou ambiental). Este desastre clama por atenção. É tempo para uma solução viável que lide com este sistema engajado na sua própria destruição.

É com esta introdução infortúnia que devemos acordar do nosso torpor cotidiano e adentrar a conversação internacional para expressarmos a necessidade de mudanças verdadeiras. Este clamor não é fruto de algum tipo de slogan professado por um grupo de interesse, mas o desejo evidente das pessoas por uma transição significativa pra fora deste legado destrutivo, do fardo dos erros passados para uma civilização em amadurecimento. Nós só temos uma Terra, não há botão de reset aqui.

Nós precisamos largar de vez as ideologias estabelecidas que têm impedido o progresso. Acabar com a dualidade política, a estratificação econômica e as falsas divisões é a chave para superar nosso aparente apego histórico à idéia de que o futuro prometido tem que permanecer como um sonho evasivo. Nós precisamos repensar a nossa sociedade e superar estas partes dela que só servem para nos paralisar.

área de expansão do vazamento em 24 de Maio (fonte: NYTimes)

O vazamento de petróleo no Golfo do México tem sido noticiado com pouco destaque pela mídia brasileira – demasiada preocupada em reverter as significativas perdas de vendas e credibilidade nestes tempos de internet –, e é ofuscado por pautas sensacionalistas como “a confissão da bruxa” e outras baboseiras que mantém a mente fora de foco e presa a cabrestos psicológicos.

Este vazamento não precisava ter acontecido. Ele aconteceu porque nós continuamos a usar uma tecnologia obsoleta pelo propósito único e exclusivo de se manter um sistema lucrativo. Um sistema que perpetua vasta desigualdade, destrói frágeis ecossistemas e polui o nosso ar.

Até agora, passado um mês de seu início, não houve muito progresso nas tentativas de estancar o vazamento de mais de 5 mil barris de petróleo por dia (talvez até 10 vezes mais que isso). Enquanto isso a fugacidade dos encantos vendidos pela TV e indústria da moda e entretenimento (“consuma, consuma, consuma!”), o estímulo à posse e ao apego material como forma de “amor” (às vezes “injustiçado”, como na história dos avós do menino Sean), a cultura de medo dos noticiários policiais e transformação de pessoas em vigilantes, desconfiadas umas das outras, através de terrorismo psicológico de cima pra baixo (“o assassino do daime”, “a bruxa da tortura infantil” etc) mantém a todos nós alienados dos problemas realmente significativos que o planeta enfrenta agora, neste instante, enquanto você lê estas palavras.

Antes de soltarmos mais rojões pela descoberta do Pré-Sal e de comemorarmos o futuro glorioso que este poço de ouro negro nos promete, precisamos entender que é tempo para mudanças estruturais, e não promessas vazias. Nenhuma porção de socialismo ou da ideologia do livre-mercado irá nos salvar de nós mesmos. É preciso haver uma revisão fundamental de tudo o que pensamos que sabemos, para que possamos almejar um empreendimento humano verdadeiramente sustentável.

Nossa geração ficou parada assistindo o nosso planeta ser pilhado e destruído, e ainda assim não fizemos nada a respeito. Nossa geração ficou parada assistindo enquanto governos inocentaram os próprios criadores da crise econômica que atravessamos hoje, e ainda assim não fizemos nada a respeito. Nossa geração ficou parada assistindo enquanto vamos sendo despidos de nossos direitos como cidadãos globais, e ainda assim não fizemos nada a respeito. Nossa geração ficou parada assistindo enquanto nos foram passados adiante os problemas criados por incontáveis gerações anteriores, e enquanto nos preparamos para repetir o mesmo com a próxima geração, não fazemos nada a respeito.

Sejamos a primeira geração a lidar com os problemas e a procurar por soluções para os nossos filhos e para os filhos de nossos filhos. Mas não podemos fazer isto sozinhos. Vamos quebrar as barreiras que criamos entre nós. Nós precisamos de todos vocês, até o último fio de cabelo, para dizer basta em uma grande voz. Não como brasileiros ou americanos, cristãos ou muçulmanos, mas como pais, mães, irmãos e irmãs. Vamos destruir as divisórias entre nós e trabalhar para criar um mundo onde possamos contar para as nossas crianças que eles podem fazer o que quer que seus corações desejarem, e sabermos lá no fundo que estamos falando a verdade. Façamos com que nossa geração seja esta geração.

Nós temos as ferramentas, nós temos o conhecimento, nós temos a tecnologia. É tempo de se fazer a transição para um mundo, uma economia e um futuro que nós merecemos, indiferente da localização geográfica ou disposição econômica. Enquanto ficarmos contando com o legado de sistemas definidos numa mentalidade do século 19, tudo o que faremos será andar em círculos, enquanto uma parada de desastres econômicos e ecológicos irá continuar a nos visitar a todo momento. É hora de puxar o plug desta charada porque, como você vai descobrir, existe um caminho melhor.

Nós do Plantando Consciência, alinhados com movimentos de idéias como o ZeitgeistEvolver, associações de pesquisa como a MAPS, o movimento pela descriminalização das drogas e o trabalho em prol do uso controlado e regulmentado de medicina ancestral e do uso de enteógenos como substitutos para os sedutores mas ineficazes remédios caça-níqueis da indústria farmacêutica (porque estes só atacam os sintomas, e não as causas dos problemas), olhamos atentamente para o futuro, para a derrocada pacífica e consciente do capitalismo canibal e cancerígeno que criamos com afinco mas sem consideração, e em prol de uma sociedade mais humana. E buscamos você para que possamos trabalhar juntos naquilo que deve ser feito. Cada homem, cada mulher e criança tem uma voz, mas juntos podemos criar uma voz tão ensurdecedora que ninguém terá escolha senão escutá-la. Mas isso demanda a sua participação. Demanda que você deixe de lado preconceitos e idéias como “é a vida”, “tá todo mundo na merda mesmo” ou “Deus quis assim”, como se esse fosse o único caminho possível. Porque não o é!

Nossa forma de pensar não irá mais nos sustentar aqui. Nós podemos permanecer neste castelo de cartas que construímos e assisti-lo implodir ao nosso redor, ou podemos, através do melhor que a nossa sociedade pode oferecer, começar a construir uma nova e florescente sociedade, mais estável e madura, para que o vazamento no Golfo do México e as companhias petrolíferas não sejam nada mais do que uma vergonhosa nota de rodapé na nossa história.

baseado em um texto do Zeitgeist Movement, remix por Plantando Consciência

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