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Belo?

Talvez a questão mais importante dos anos Dilma no Brasil, a se refletir por séculos, seja a construção (ou não) da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Xingú (em Altamira, PA). A obra, planejada antes mesmo dos anos FHC, perpetua um modelo energético centralizado e devastador ao ambiente. A obra mal começou (o IBAMA inventou e concedeu “licensa parcial” e portanto já está sendo devastada floresta para criar o canteiro de obras) e já acumula inúmeras irregularidades políticas, jurídicas e sociais que apontam para um atropelo da constituição, da lei, das pessoas e da natureza. O último estudo de impactos ambientais levantou 40 (!!!) itens alarmantes. Quarenta cientistas reportaram 280 páginas sobre o projeto, que foram ignoradas. 560 mil assinaturas contra a obra foram entregues, mas sem efeito qualquer junto ao governo. Vinte e quatro culturas indígenas que congregam milhares serão devastadas pela usina, ao contrário do que declara a própria presidenta, que faz um jogo delicado e sutil de palavras: na constituição, alagar territórios não faz parte do conceito de atingir indígenas. Tudo isso em prol de um modelo energético duvidoso, que já produz energia elétrica em excesso e desperdiça absurdos e de um desenvolvimento econômico muito questionável. Se não bastasse, a obra não é isolada, mas parte de um plano de mais 60 usinas naquilo que hoje ainda é floresta.

Um recente documentário brasileiro com parceria espanhola traz a tona a voz dos ignorados que de fato vivem na região e serão devastados pela obra:

No dia 20 de agosto, sábado próximo, haverá ato global contra a obra, que simboliza uma luta de 30 anos. Participe, informe-se, contribua!

infos deste breve e emergencial post foram obtidas pelo @plantando no debate de segunda-feira, dia 15/08/2011, organizado pelo @salveafloresta na @casajaya, com participação de Aline Arruda (Advogada ambiental), Verena Glass (Jornalista – Xingu Vivo), Sanny Kalapalo (Etnia Kalapalo – Pró-Xingu), Célio Bermann (Professor da Pós graduação do Instituto de Eletrotécnica e Energia – USP), Rodrigo Guim (Ecólogo e Antropólogo), André Amaral (Biólogo, Mestre em Ciências Ambientais) e Flávia Cremonesi (Bióloga e Designer em Sustentabilidade e Permacultura), obrigado!

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Guerra contra o que?

Os recentes acontecimentos no RJ, contados pela VEJA (melhor seria não ver) sugerem que o Brasil finalmente começou a vencer a guerra. Mas que guerra é essa? Chamada mundialmente de “guerra contra as drogas”, o fenômeno se revela, à uma análise um pouco mais científica e profunda, uma guerra contra outras coisas, mas não contra as drogas.

É isso mesmo. Essa política repressiva e sanguinária existe a cerca de 5 décadas como um dos pilares centrais da sociedade moderna, mas é um fracasso total na questão de repressão às drogas ilícitas. Enquanto a guerra, os presos e os mortos proliferam rapidamente no mundo todo, as drogas são cada vez mais disponíveis, mais fortes e mais baratas (não acredita? clique aqui). Por outro lado, a guerra que se diz contra as drogas é um sucesso total em outro quesitos. Por exemplo, a juíza aposentada no RJ, Maria Lúcia Karam, mostra que essa guerra civil permanente, nos EUA, já encarcera mais negros do que o regime político do apartheid, que era explicitamente racial, ao contrário da perniciosa política atual. Seria então uma política racial disfarçada? Isto é deliberado ou inconsciente, efeito colateral duma política equivocada? E quando houve mesmo na história da humanidade uma sociedade sem drogas? Segundo Henrique Carneiro, historiador da USP, nunca. E isso não só é impossível como indesejável. De fato, ninguém quer ficar sem as drogas da farmácia, artificalmente distinguidas pelo nome de remédio. Mas que também viciam e matam, por vezes muito mais do que as demonizadas e tornadas ilícitas. E poucos querem ficar sem sua cervejinha, seu tabaco, café ou chocolate.

Então o que nos impede de debater a questão seriamente? Qual o grande medo por trás desta guerra que faz com que a maioria sequer aceite ouvir idéias alternativas, enquanto um verdadeiro genocídio prossegue todos os dias? Segundo o Major Neill Franklin, ex policial norte-americano, o maior medo por trás da mudança na política de drogas atual é reconhecer que erramos feio, e que foi por tanto tempo. Segundo Wade Davis, antropólogo Canadense, esta guerra é a maior loucura de toda a história humana. Pensamento semelhante foi expresso pelo recém prêmio Nobel Mário Vargas Llosa.

Estas, e muitas outras questões, são tema do documentário brasileiro Cortina de Fumaça, que o Plantando Consciência traz com exclusividade para São Paulo, em exibições inéditas a partir de amanhã. Em uma parceria com a produtora do filme, Coletivo Projects, e com a Matilha Cultural, o filme será exibido de graça até domingo, dia 19/12 (para detalhes da programação acesse nosso site). Na sexta-feira, dia 17, sessão especial as 20:00 seguida de debate com o diretor, Rodrigo MacNiven e alguns entrevistados já confirmados: Elisaldo Carlini, Walter Maierovitch e Cristiano Maronna. Carlini é médico, psicofarmacologista e professor da Universidade Federal de São Paulo. Já prestou inúmeros serviços ao governo brasileiro e à ONU especificamente sobre drogas. Maierovitch foi secretário nacional Antidrogas da Presidência da República entre 1999 e 2000 e hoje é Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Maronna é diretor do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM) e advogado.

Para todos os que desejam um Brasil diferente nos anos que estão por vir, serão sessões imperdíveis!

Saudações cordiais

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ÚLTIMA CHAMADA!

Chance de ouro para conferir na tela grande o belíssimo e essencial documentário que estamos trazendo para São Paulo simultaneamente com o badalado lançamento nos Estados Unidos. Aproveitem a chance porque o filme não está no youtube nem disponível pra download via torrent, e ainda não há previsão de entrar em cartaz no circuito comercial no Brasil. Versão que iremos passar é legendada em português.

Os 25 primeiros RTs de nossa twitada convite receberão um par de ingressos cortesia, a serem retirados no local, pouco antes da sessão. A sala da Cinemateca é uma das mais incríveis de São Paulo, com tela enorme e espaçosas poltronas muito confortáveis. O sistema eletrônico de escurecimento da sala com paredes móveis é um atrativo à parte.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

O ingresso custa $8,00, com direito à meia de estudante. A cinemateca fica na Vila Clementino, próximo ao Parque do Ibirapuera (veja o mapa abaixo).


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