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A Guerra em quadrinhos

Abaixo compartilhamos os ótimos quadrinhos de Stuart McMillen, retratando a história desta guerra que nos assola, violando a paz, rompendo o tecido social, tolhendo direitos humanos fundamentais, empacando a ciência, destruindo vidas…. Para ver o material completo, acesse o site do Stuart aqui

para ver a obra completa, clique aqui

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A insana conta que pagamos em belografos. Pra onde você quer que vá o seu dinheiro?

Pessoal, desta vez compartilho e aperto a tecla SAP para dublar um interessante post do FAST Co.Exist sobre a insana matemática da proibição da maconha. Este é um argumento que já vi ressoar em diversas discussões, e que quando se para pra pensar friamente, realmente faz sentido (original aqui). Praticamente independe de ideologia, cultura, crença ou hábitos, é basicamente matemática. Veja com seus próprios olhos abaixo:

Este infográfico acima mostra pra gente quanta grana está simplesmente vazando morro abaixo, e quanto grana estamos gastando além disso para mantê-la lá embaixo. Faria muito mais sentido usar a grana para modificar o morro lá em cima.

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Se você acha que faz sentido, já pensou em apoiar um dos movimentos que pretende o fim da terrível guerra às drogas no Brasil?

Este ano, após o fim da censura à expressão, o povo da Marcha da Maconha resolveu usar o poder do coletivo, o crowdfunding para levantar um dinheiro que ajudasse o movimento a se organizar, e fazer uma bela marcha, quem sabe até terminando com um show festivo.

Se quiser colaborar, é no site Catarse, clique aqui http://catarse.me/en/projects/566-colabore-com-a-marcha-da-maconha-sp-2012. Agora enquanto escrevo 280 pessoas já colaboraram.

A programação das marchas deste ano está no site oficial do movimento http://marchadamaconha.org/ e vai resumida abaixo.

» 5 DE MAIO

RIO DE JANEIRO Arpoador, 14h
PRESIDENTE PRUDENTE Parque do Povo, 16h
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO Praça da Fonte, 17h20
VITÓRIA UFES, 14h
» 12 DE MAIO
BELO HORIZONTE Praça da Estação, 13h
CUIABÁ Praça Alencastro, 14h
 FORTALEZA Estátua de Iracema, 14h
NITERÓI Praia de Icaraí (Reitoria da UFF), 14h
UBERLÂNDIA Praça Tubal Vilela, 14h

» 19 DE MAIO

CURITIBA Boca Maldita, 14h
MANAUS Praça da Saudade, 16
PETRÓPOLIS Praça da Inconfidência, 15h
SALVADOR Praça Campo Grande, 15h
SÃO PAULO MASP, 14h

» 20 DE MAIO

ARACAJU Pista de Skate da Orla, 15h
ATIBAIA Lago do Major, 15h
JUNDIAÍ Av Nove de Julho, 14h
NATAL Ponta do Morcego, 14h
RECIFE Rua da Moeda, 14h

» 25 DE MAIO

BRASÍLIA Museu da República, 14h

» 26 DE MAIO

ABC – DIADEMA Praça da Moça, 13h
JOÃO PESSOA Pça. Antenor Navarro, 16h
JOINVILLE Pça. da Bandeira, 16h20
JUÍZ DE FORA Parque Halfeld, 11h
PORTO ALEGRE Arco da Redenção, 15h

» 27 DE MAIO

BLUMENAU Pça. do Biergarten, 15h
GUARULHOS Rua Nove de Julho (Fórum), 15h
VIÇOSA Quadra do alojamento ‘Posinho’, 14h
» 1 DE JUNHO
CAMPO GRANDE Praça do Rádio, 16h20
GOIANIA Pça. Universitária, 16h20

» 2 DE JUNHO

FLORIANÓPOLIS Av. Beira Mar Norte (Trapiche), 16h20
CAMPINAS Largo do Rosário, 14h
» 9 DE JUNHO
RIO DAS OSTRAS (A definir), 16h20
TERESINA Praça da Liberdade, 16h00

 

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Como alimentar 9 bilhões sem destruir o planeta?

Neste momento de tensão política em prol do avanço econômico a qualquer custo, com Belo Monte e código ruralista a todo vapor e Rio+20 a caminho, esta palestra de Jason Clay, da WWF, nos traz alertas surpreendentes e da maior importância. O desafio de produzir alimentos para 9 bilhões de pessoas até 2050 mantendo alguma chance de sobrevida para a biodiversidade planetária não será vencido com perspectives simples e unidirecionadas, como a da expansão da soja, por exemplo. Pessoas, governos e ONGs precisam atuar em todos os níveis. No meio da tensão política entre governo brasileiro e ONGs, o alerta fica ainda mais importante. Trata-se de tarefa sem precedentes para a humanidade, e precisamos abrir o olho já. Agricultura é o maior utilizador de venenos, toxinas e poluentes, dentre todas as atividades humanas. Na agricultura gastamos atualmente o dobro da água que consumimos em todas as demais atividades humanas no planeta, e água é o principal recurso que temos de preservar para nos mantermos vivos. Os dados são avassaladores. O desperdício, por exemplo, é responsável pela perda de 1/3 de todos os alimentos que se produz no mundo. E quanto a isso, todos, sem excessão, podem fazer algo. E é disso que trata a palestra, o que pode ser feito de positivo, por ONGs, governos, empresas e cidadãos, se trabalharmos de maneira consciente e colaborativa.

vídeo com legendas em português e inglês, no menu acima clique em CC

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Belo?

Talvez a questão mais importante dos anos Dilma no Brasil, a se refletir por séculos, seja a construção (ou não) da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Xingú (em Altamira, PA). A obra, planejada antes mesmo dos anos FHC, perpetua um modelo energético centralizado e devastador ao ambiente. A obra mal começou (o IBAMA inventou e concedeu “licensa parcial” e portanto já está sendo devastada floresta para criar o canteiro de obras) e já acumula inúmeras irregularidades políticas, jurídicas e sociais que apontam para um atropelo da constituição, da lei, das pessoas e da natureza. O último estudo de impactos ambientais levantou 40 (!!!) itens alarmantes. Quarenta cientistas reportaram 280 páginas sobre o projeto, que foram ignoradas. 560 mil assinaturas contra a obra foram entregues, mas sem efeito qualquer junto ao governo. Vinte e quatro culturas indígenas que congregam milhares serão devastadas pela usina, ao contrário do que declara a própria presidenta, que faz um jogo delicado e sutil de palavras: na constituição, alagar territórios não faz parte do conceito de atingir indígenas. Tudo isso em prol de um modelo energético duvidoso, que já produz energia elétrica em excesso e desperdiça absurdos e de um desenvolvimento econômico muito questionável. Se não bastasse, a obra não é isolada, mas parte de um plano de mais 60 usinas naquilo que hoje ainda é floresta.

Um recente documentário brasileiro com parceria espanhola traz a tona a voz dos ignorados que de fato vivem na região e serão devastados pela obra:

No dia 20 de agosto, sábado próximo, haverá ato global contra a obra, que simboliza uma luta de 30 anos. Participe, informe-se, contribua!

infos deste breve e emergencial post foram obtidas pelo @plantando no debate de segunda-feira, dia 15/08/2011, organizado pelo @salveafloresta na @casajaya, com participação de Aline Arruda (Advogada ambiental), Verena Glass (Jornalista – Xingu Vivo), Sanny Kalapalo (Etnia Kalapalo – Pró-Xingu), Célio Bermann (Professor da Pós graduação do Instituto de Eletrotécnica e Energia – USP), Rodrigo Guim (Ecólogo e Antropólogo), André Amaral (Biólogo, Mestre em Ciências Ambientais) e Flávia Cremonesi (Bióloga e Designer em Sustentabilidade e Permacultura), obrigado!

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Reflexão sobre o belo monte

Em tempos em que querem a todo custo acelerar o já acelerador PAC e construir coisas como a usina hidrelétrica de Belo Monte, atropelando demais interesses e necessidades de todos os seres vivos, relembrar as palavras do Cacique Seattle ao presidente norte-americano em 1852 é uma prática meditativa profunda que pedimos ao maior número de pessoas que façam. Se possível, que isto chegue à mesa de nossa primeira presidenta e de seus demais colaboradores neste processo:

“O presidente em Washington manda dizer que deseja comprar a nossa terra. Mas como você pode comprar o céu, a terra? Essa idéia é estranha para nós. Todas as partes dessa terra são sagradas para meu povo. Cada agulha brilhante de pinheiro, cada grão de areia da praia, cada névoa na floresta escura, cada arbusto é sagrado na memória e na experiência do meu povo. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs. O urso, o veado, a grande águia, são todos nossos irmãos. Cada reflexo na água cristalina dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida de meu povo. O murmúrio das águas é a voz do pai do meu pai.  Os rios são nossos irmãos. Eles carregam nossas canoas e alimentam nossos filhos. Se vendermos nossa terra a vocês, lembrem-se de que o ar é precioso para nós e compartilha seu espírito com todas as formas de vida que ele sustenta. O vento, que deu a nosso avô seu primeiro alento recebe também seu último suspiro. Isto nós sabemos. A terra não pertence ao homem. O homem pertence à terra. Todas as coisas são interligadas, como o sangue que une a todos nós. O homem não tece a teia da vida. Ele é apenas um fio dela. O que quer que faça à teia, fará com si mesmo. O destino de vocês é um mistério para nós. O que acontecerá quando todos os búfalos forem abatidos? O que acontecerá quando os recantos sagrados da floresta estiverem tristes com a tristeza de tantos homens? Quando a vista das colinas verdejantes se macular com os fios que falam? Será o fim da vida e o começo da sobrevivência. Quando o último pele-vermelha sumir com a natureza selvagem e suas memórias forem apenas sombras de uma nuvem sobre a planície, essas praias e florestas ainda estarão aqui? Terá sobrado algum espírito do meu povo? Amamos essa terra como o recém nascido ama as batidas do coração de sua mãe. Então se vendermos a vocês nossa terra, amem-a como nós a amamos. Cuidem dela como nós cuidamos. Preservem na mente a memória da terra como ela estiver quando a receberem. Preservem a terra para as crianças e amem-na como Deus ama a todos nós. Uma coisa que sabemos é que só existe um Deus. Nenhum homem, branco ou vermelho, pode viver isolado. No final das contas somos todos irmãos.”

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O culto à ganância é agora uma ameaça ambiental

Suzanne Goldenberg, correspondente ambiental do The Guardian (veja o original em inglês).

O americano médio consome, em produtos, mais do que o seu próprio peso por dia, alimentando uma cultura global de excessos que está emergindo como a maior ameaça para o planeta, segundo documento  publicado hoje. No seu relatório anual, a Worldwatch Institute diz que o culto ao consumo e à ganância pode acabar com todas as vitórias das ações governamentais sobre as alterações climáticas ou impedir uma mudança efetiva para uma economia de energia limpa.

Erik Assadourian, diretor do projeto, que liderou uma equipe de 35 pessoas para produzir o relatório, afirmou: “Enquanto não reconhecermos que nossos problemas ambientais – das alterações climáticas ao desmatamento e à extinção de espécies – são movidos por hábitos insustentáveis, não seremos capazes de resolver as crises ecológicas, que ameaçam varrer a civilização.”

A população do mundo está queimando os recursos do planeta a uma velocidade imprudente, lembra o representante da organização americana. Na última década, o consumo de bens e serviços aumentaram  em 28%, para $ 30,5 trilhões de dólares.
A cultura do consumo não é mais um hábito essencialmente norte-americano, mas está se espalhando por todo o planeta. Ao longo dos últimos 50 anos, o excesso foi adotado como um símbolo de sucesso em países em desenvolvimento, do Brasil à Índia e China, afirma o relatório. A China ultrapassou os EUA esta semana como o maior mercado automobilístico do mundo. E já é o maior produtor de emissões de gases com efeito estufa.

Tais tendências não foram uma conseqüência natural do crescimento econômico, o relatório prossegue, mas o resultado de esforços deliberados das empresas para conquistar os consumidores. Produtos como o hambúrguer – rejeitado como um alimento não saudável para os pobres no início do século 20 – e garrafas de água, são comuns no dia a dia.

A família média ocidental gasta mais com seu animal de estimação do que é gasto por ser humano em Bangladesh.

Por outro lado, o relatório notou sinais encorajadores de uma mudança na contramão da cultura de altos gastos. Ele afirma que os programas de merenda escolar denotam maiores esforços para incentivar hábitos alimentares mais saudáveis entre as crianças. A geração mais jovem também está mais consciente do seu impacto sobre o meio ambiente.

“Deve haver uma transformação global de valores e atitudes”, propõe o relatório. Nas taxas atuais de consumo, o mundo precisa erguer 24 turbinas eólicas por hora para produzir energia suficiente para substituir os combustíveis fósseis.

“Nós vimos alguns esforços encorajadores para combater a crise climática nos últimos anos”, disse Assadourian.

“Mas ao se promover mudanças políticas e tecnológicas enquanto mantemos uma cultura centrada no consumismo e crescimento, não há como avançar”.

“Se não mudarmos a nossa cultura, teremos de enfrentar novas crises. No final das contas, o consumismo não será mais viável ao passo que a população mundial crescer em 2 bilhões e economias crescerem em maior quantidade de países.”

No prefácio do relatório, o presidente do Worldwatch Institute, Christopher Flavin, escreve: “Enquanto o mundo luta para recuperar-se da mais grave crise econômica desde a Grande Depressão, temos uma oportunidade sem precedentes para dar as costas ao consumismo. No final, o instinto humano de sobrevivência deve triunfar sobre o desejo de consumir a qualquer custo. ”

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Altruísmo e compaixão em sistemas econômicos

É possível um sistema econômico altruísta? Que leve em consideração questões como a compaixão, ao invés da ganância e do egoísmo? É destas questões de profunda relevância de que tratará um encontro que acontecerá em Zurique, Suíça, de 09 a 11 de abril de 2010. Com participação do Dalai-Lama, de William George, M.B.A., da Harvard Business School, de Tania Singer, Ph.D. da Universidade de Zurique, do Lord Richard Layard, Ph.D. da Escola de Economia de Londres, de Antoinette Hunziker-Ebneter, M.B.A., da Forma Futura Invest, Inc. e de Matthieu Ricard, Ph.D., Shechen Monastery, entre outros, os diálogos integrarão profissionais e líderes de áreas tão distintas quanto o budismo, a neurociência e a economia. Dentre as questões centrais destacadas estão:

É possível desenvolver um sistema econômico que recompense a sociedade toda, ao invés de apenas o indivíduo?

Podemos conceber um sistema que reconhece não somente a competição, mas a colaboração e compaixão?

O que precisa mudar no pensamento dos economistas para facilitar esta mudança?

Podemos desenvolver um sistema econômico que realmente resolva questões de pobreza e de problemas ambientais?

compassion and altruism in economic systems

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