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Obama ou Bush: um só planeta, um só poder.

A notícia mais bombástica do ano saiu esta semana. O presidente americano “moderno”, “progressista” e “revolucionário” Barack Obama acaba de colocar a democracia em xeque ao anunciar reforma financeira “radical”, que, em meio a um conjunto de cosméticos para fácil aprovação popular (como a criação de uma agência para “proteger o consumidor de produtos financeiros“), dá um passo em direção a um futuro sombrio, sem que nos demos conta: no centro do plano está o Federal Reserve (FED, banco central americano), que terá “superpoderes” para supervisionar as maiores instituições financeiras e intervir caso sejam identificados riscos sistêmicos.

Tudo isto está tendo ampla cobertura na mídia, com otimismo. Então qual é a novidade? O que você não deve saber é que o FED é uma instituição PRIVADA. Se ainda não caiu a ficha, o presidente americano – agora revelando-se, como todos os outros, a serviço de uma pequena e inescrupulosa elite com poderes gigantescos e ambições sinistras de controle global -, acaba de fortalecer uma instituição privada, que já por princípio trabalha pelo lucro e não pelo povo (afinal assim são bancos privados), num grau jamais visto. A desculpa é a Crise Financeira. Assim como a Crise de 29 foi outra desculpa para uma manobra de concentração de poder do mesmo órgão, que, repito, não é governamental, mas PRIVADO.

fed

Não bastasse ter o poder de criar dinheiro do nada, manipulando o sistema econômico e provocando crises a bel prazer, este grupo está agora acima do bem e do mal. É uma questão de tempo até que nos tornemos apenas gado sob sua tutela, se não acordarmos para o mundo neste instante (para se aprofundar em relação ao FED, assista agora os documentários Dinheiro é Dívida e Zeitgeist, parte III no nosso site).

A internet é a maior revolução popular de todos os tempos, mas a gente ainda não se deu conta disso. Estamos muito ocupados com redes de relacionamento e entretenimento virtual. Em breve ela será sondada pelos lobos e a censura começará a sinalizar nossa derrocada. A mídia e seu tom debochado em relação a o que chamam de “teoria da conspiração” diminui em nós a capacidade de entender o que realmente está se passando, nos tratando com uma política do pão e circo, imergindo todos na competitividade insignificante do futebol, dos reality shows, no medo de nós mesmos, com ampla cobertura de tragédias populares que indiciam o cidadão comum como uma ameaça e nos faz alheios ao fato que uma elite com aspirações eugênicas está colocando em prática um plano ultra-ganancioso de transformações que inclui a nossa aceitação passiva, imersos que estamos nos prazeres frugais da realidade virtual.

Dar superpoderes ao FED NÃO é um imperativo para se combater a crise, mas é um passo em direção a uma separação definitiva entre privilegiados e a grande massa trabalhadora e facilmente manipulável. Acorde, manifeste-se, questione. Não deixe o rabo começar crescer do seu traseiro, não deixe sua voz tornar-se um mugido.

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A Economia da Intenção

Por Daniel Pinchbeck

Enquanto explorava o xamanismo e estados alterados de consciência, eu descobri o poder da intenção. De acordo com o artista Ian Lungold, que palestrou brilhantemente sobre o calendário Maia antes de sua morte repentina alguns anos atrás, os Maias acreditavam que nossa intenção é tão essencial para nossa habilidade de navegar pela realidade quanto a nossa posição no tempo e espaço. Se você não conhece sua intenção, ou se você está trabalhando com as intenções erradas, você está sempre perdido, e só pode ficar mais desregrado.

Esta idéia se torna extraordinariamente clara ao longo de jornadas psicodélicas, quando seu estado mental se intensifica e é projetado caleidoscopicamente por toda a sua volta. Ao passo que o mundo contemporâneo se torna mais e mais psicodélico, nós estamos recebendo lições duras sobre o poder da intenção em larga escala.

Nas últimas décadas, a elite financeira internacional manipulou os mercados de modo a criar obscenas recompensas para si mesmos às custas dos pobres e da classe média ao redor do planeta. Utilizando de derivativos errantes, CDOS habilidosos (Nota do tradutor: Collateralized Debt Obligations, títulos de securitização que têm dívidas como garantia) e outros truques, eles sugaram ainda maiores quantias de mais-valia criada pelos produtores de bens reais e serviços, criando uma economia baseada na dívida que não poderia deixar de desmoronar. Sua cobiça – uma intenção tão obtusa e frágil – agora explodiu em suas faces, aniquilando em câmera lenta o sistema corrupto que foi construído para servi-los. Mais… (leia o texto na íntegra no nosso site)

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PIB PIB PIB…

Não é preciso ser economista pra se entender o Produto Interno Bruto. O PIB é um indicador que mostra a produção bruta de um país, ou seja, a quantidade de bens materiais que aquele país gerou em um dado intervalo de tempo.

O PIB é usado na economia para muitas coisas, e há muito debate sobre ele e sobre os índices alternativos propostos. Também não é preciso ser economista pra perceber que o PIB não revela muita coisa. Só pra citar um exemplo, a desigualdade social não afeta o índice, apesar de afetar em muito as condições de vida em um país.

O economista de Cambridge Partha Dasgupta, por exemplo, é um dos proponentes da economia ecológica, que diz que os indicadores econômicos devem levar em conta os índices ecológicos pra se medir a situação de um pais. A economia ecológica mostra que levar em conta os recursos naturais é importantíssimo, e ignorar sua degradação é um dos fatores que contribuiram para a crise econômica atual. Hipnotizados para crescer sem parar o mais rápido possível, não consideramos outros aspectos importantes, e as vezes até mesmo óbvios…

Mas uma proposta radicalmente diferente vem lá do Tibete, mais especificamente do Butão. Um pequeno país incrustado nos Himalaias, o Butão saiu de uma monarquia e criou o FIBFelicidade Interna Bruta. O índice é, em partes, uma paródia do velho PIB. Mas antes que alguém ache que fica por aí, é melhor se aprofundar. Eles não só propuseram, como estão utilizando o índice. E a coisa é séria. O FIB leva em consideração – com pesos matemáticos diferenciados – 72 itens, incluindo questões econômicas, sociais e até mesmo psicológicas. Tentativas de suicídio, por exemplo, fazem parte do cálculo de felicidade de uma população. Temas como o desenvolvimento sócio-econômico sustentável e igualitário, a preservação e a promoção dos valores culturais, a conservação do meio-ambiente natural e o estabelecimento de uma boa governança também são abordados.

Se por um lado o FIB rompe imensas barreiras, por outro, muito tem que ser estudado a partir da iniciativa butanesa, dado o pequeno tamanho do país e de sua população; para entendermos, por exemplo, como poderíamos transportar esta idéia para um país gigante como o Brasil.

De qualquer maneira, a simples idéia de se avaliar a felicidade de uma nação, e a iniciativa ímpar de realmente botá-la em prática, merece atenção.

http://felicidadeinternabruta.blogspot.com/
http://www.nytimes.com/2009/05/07/world/asia/07bhutan.html?_r=1&em
http://www.nature.com/nature/journal/v456/n1s/full/twas08.44a.html

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