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Os Hereges

Todo mundo sabe que muito tempo atrás rolavam censuras terríveis. Queima de livros, enforcamento de bruxas e tribunais contra quem ousasse sugerir, por exemplo, que a Terra era redonda, ou que girava em torno do sol. Reações fortíssimas também aconteceram contra pessoas que sugeriram que nós temos um ancestral comum com os outros primatas e que existe um troço chamado seleção natural.

Na maioria dos casos, estas pessoas estavam fazendo ciência, e ao fazer ciência estavam desafiando a visão de mundo dominante, à época aquela ditada pelo livro considerado sagrado por uma Igreja em especial, a Católica. Todo mundo sabe também que agora a visão que predomina é a científica, e que em nome da ciência jamais se faria algo como censura, certo?

voltaire marcha liberdade

De acordo com um episódio que rolou nesta semana, a resposta é: errado. A gigantesca corporação TED – Tecnologia, Entretenimento e Design – tirou do ar duas palestras de um evento TEDx – uma forma híbrida de evento TED, mas organizado independentemente. Mas comecemos pelo começo: o que é o TED?

Fundado há quase 30 anos, em 1984, o TED foi realmente catapultado a uma das mais inovadoras organizações do mundo entre 2007, quando lançou seu atual site, e 2009, quando lançou um programa de tradução voluntária. Eles criaram um sistema amigável e simples para que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, pudesse traduzir para outra língua as legendas das palestras, disponibilizadas em inglês. Ao todo são mais de 1.400 palestras disponíveis gratuitamente, com 32 mil traduções para mais de 40 línguas diferentes, feitas por milhares de tradutores em todo o globo.

Ali tem de tudo. Só as 20 “TED talks” mais vistas até agosto de 2012 dão um bom panorama do que se trata e da audiência alcançada. Sir Ken Robinson tem quase 15 milhões de visitas com sua palestra de que escolas matam a criatividade. Em segundo lugar vem a neuroanatomista Jill Bolte Taylor, que conta sua iluminação durante um derrame cerebral, assistido por mais de 11 milhões de pessoas. O terceiro colocado é Pranav Mistry, com quase 10 milhões de visitantes em sua palestra sobre o sexto sentido. E assim vai. Tem gente falando do mundo subaquático, do poder da vulnerablidade, de como viver, sobre as melhores estatísticas que você jamais verá, sobre porque somos felizes, sobre magia cerebral… Tudo isso só entre as campeãs de audiência. Mas no TED tem até gente defendendo que comer insetos é a solução do problema da fome mundial. Sem dúvidas um site fascinante.

Até mesmo Julian Assange, pai e líder do WikiLeaks, já pasou pelo TED, falando sobre liberdade de expressão e comunicação na era digital. Parece então que o TED é uma organização de ponta, aberta a novas idéias. Idéias alias é o mote do TED: ideas worth spreading (ou idéias que vale a pena compartilhar). Seria muito estranho, impensável na verdade, que o TED resolvesse então fazer censura. Mas fez.

O que poderia incomodar estas pessoas a ponto delas removerem da rede duas palestras, com alguns milhares de visitas cada? Que tipo de assunto poderia ser tão inapropriado para uma TED talk, considerando que todos os palestrantes são convidados?

Vejamos o ocorrido:

Rupert Sheldrake, biólogo, já foi membro da Royal Academy britânica, estudou nas prestigiosíssimas Harvard e Cambridge, recebeu prêmios diversos, publicou mais de 80 artigos científicos, obteve um PhD em bioquímica, publicou vários livros e desenvolveu a teoria dos campos morfogenéticos.

Sheldrake foi convidado e compareceu ao “TEDx White Chapel – Visions for Transition: challenging existing paradigms and redefining values for a more beautiful world” (Visões para a transição: desafiando paradigmas existentes e redefinindo valores para um mundo mais bonito). O título é pomposo, mas diz ao que veio o evento, que aconteceu em Janeiro deste ano em Londres: trazer alternativas à visão de mundo predominante que nos leva e arrasta por uma crise sem precedentes.

O tópico da palestra foi “O Delírio Científico: Libertando a Ciência“, título também de um de seus livros mais recentes (que já foi assunto aqui no Plantando Consciência). O delírio, pra ele, é a crença de que a ciência, a princípio, já compreende a natureza da realidade, deixando apenas detalhes para serem descobertos e explicados.

Sheldrake enumerou o que considera os atuais 10 dogmas do delírio científico:

1 – O Universo é mecânico, ou funciona como uma máquina;

2 – A matéria é inconsciente;

3 – As leis da natureza são estáticas;

4 – A quantidade total de matéria e energia é sempre a mesma;

5 – A natureza é despropositada;

6 – Toda a hereditariedade biológica é material, está nos genes;

7 – Memórias são armazenadas dentro do cérebro, como partículas materiais;

8 – Sua mente está dentro da sua cabeça;

9 – Fenômenos psíquicos, como telepatia, são impossíveis;

10 – A única medicina que realmente funciona é a mecanicista.

Sheldrake argumenta que estes dogmas estão engessando a ciência genuína, baseada na razão, observação e hipóteses, ao criar uma visão de mundo fixa, que se tornou uma crença popular que orienta a quase totalidade dos adultos razoavelmente educados, os governos, as empresas e a sociedade como um todo. E o 8 e o 9, segundo ele, são dos mais intrigantes e polêmicos. Em pleno século XXI, a ciência não consegue lidar com o fato de que somos conscientes, e de como investigar isso.

Este tópico foi exatamente o assunto de outra palestra no mesmo evento, “War on Consciousness” (Guerra à Consciência), de Graham Hancock. Ele é autor de bestsellers como “Supernatural: Meetings with the ancient teachers of mankind” (Sobrenatural: Mistérios que cercam a origem da religião e da arte) e “Fingerprints of the Gods” (As digitais dos Deuses). Seus livros já venderam mais de 5 milhões de cópias, com traduções em 27 línguas. Hancock se formou em Sociologia com “Honra de Primeira Classe”, na Universidade Durham, no norte da Inglaterra. Trabalhou como jornalista em muitos veículos de mídia, escrevendo sobre uma grande variedade de tópicos e criando, segundo alguns críticos, um novo e inovador estilo de escrita e investigação.

No livro “Sobrenatural”, de acordo com seu próprio site, Hancock “investiga o xamanismo e as origens da religião. Este livro controverso sugere que a experiência dos estados alterados de consciência desempenharam papel fundamental na evolução da cultura humana, e de que outras realidades – mundos paralelos na verdade – nos rodeiam todo o tempo mas normalmente não são acessíveis aos nossos sentidos.”

Em sua palestra censurada pelo TED, ele aborda alguns destes tópicos, começando pela idéia – talvez a mais herética possível em uma sociedade que vive há um século demonizando todos os psicoativos que não sejam álcool ou aqueles vendidos pela indústria – de que a origem da consciência humana, esta que nos distingue de todas as demais espécies, aconteceu em nossa descoberta das plantas dos deuses através do xamanismo.

Vejamos agora a justificativa do TED pelo ocorrido:

“Após trabalho cuidadoso, incluindo um levantamento sobre a pesquisa científica disponível e recomendações de nossa Assessoria Científica e nossa comunidade, decidimos que as TED talks de Rupert Sheldrake e Graham Hancock deveriam ser removidas do nosso canal TEDx no Youtube. Ambas foram marcadas como contendo sérios erros factuais que prejudicam o comprometimento do TED com a boa ciência. As críticas a estas palestras precisam de mais destaque. Não estamos censurando as palestras. Mas colocamos ambas aqui no blog, onde podem ser enquadradas para enfatizar suas idéias provocativas e os problemas com seus argumentos.”

Como vemos acima, algumas horas depois da censura, talvez pela pressão que sofreram pela internet (e pela obviedade de que volariam a ser disponibilizadas por quem já as tivesse gravado em seus computadores), o TED recolocou as palestras na rede. Mas não no mesmo lugar. As duas passaram ao status de material privativo no canal oficial do TEDx no youtube e foram rebaixadas à sessão do blog chamada de “aberto para discussão” (fica uma pergunta: apenas esta seção está aberta para discussão? Todo o resto do material divulgado pelo TED é verdade absoluta?). Importante destacar que essa decisão foi tomada exclusivamente pelo TED, à revelia dos organizadores do TEDx WhiteChapel, que se manifestaram no facebook contra o ocorrido.

Tecnicamente, a decisão afeta vários sites que haviam feito links e embeds pros vídeos originais, e portanto limita bastante o acesso as palestras, bem como interfere no resultado de buscas pelo google e afins.

Filosoficamente, a decisão é, entretanto, muito mais reveladora dos processos em andamento neste início de 14° B’aktun. A decisão do TED de censurar palestras ou colocá-las sob discussão especial porque estas não seriam científicas tem dois problemas fundamentais:

1 – Nem tudo que está no TED é baseado em ciência;

2 – Ciência não é uma descrição definitiva do que é Verdade ou Realidade;

Examinar a primeira razão nos levaria a um debate extenso sobre o próprio TED, e este não é o intuito. Mas a segunda razão é a que mais interessa, pois não diz respeito somente ao TED e suas decisões. É importante pois a razão alegada para censurar Rupert Sheldrake é exatamente o delírio científico como ele enuncia: de que a ciência, a princípio, já compreende a natureza da realidade, deixando apenas detalhes para serem descobertos e explicados. Ou seja, ao seguirem o delírio científico, os organizadores do TED censuraram quem manifestou opinião divergente da que eles próprios defendem. E ao censurarem Hancock, confirmaram não só que há de fato uma Guerra contra a Consciência, que eles apoiam, mas que os dogmas 7, 8 e 9 de Sheldrake são bem reais.

Assim, em nome da ciência, o TED teve uma atitude muito típica de religiosos dogmáticos: aquilo com que não concordo não deve existir ou deve ser marginalizado. Este pensamento e atitude são totalmente contrários ao verdadeiro espírito científico, que é de perpétudo ceticismo aliado à curiosidade e abertura para novas questões e situações. A atitude do TED também é incompatível com um estado de harmonia na sociedade, onde todos devem ao menos ser ouvidos, e no melhor caso, compreendidos. Por fim, a decisão do TED afronta o público, pois indiretamente diz que os visitantes do site não pensam criticamente por conta própria, e necessitam dos avisos do TED com relação ao conteúdo de alguns vídeos.

respect and harmony

Para justificar a decisão, o TED recorre ao argumento favorito daqueles que congelam suas idéias: o argumento de autoridade. Eles mencionam que algumas das pesquisas ou resultados científicos mencionados pelos hereges não estão disponíveis em revistas científicas que publicam artigos com “avaliação por pares” (peer-review).

Mas se aquilo que é científico ou não for definido como o que está ou não publicado num número limitado de meios de comunicação que seguem determinado método que veta certos tipos de resultado e linhas de pesquisa, a ciência estaria se condenando a uma visão que não poderia mais progredir com relação a estes tópicos.

Ou seja, certas pesquisas são definidas a priori como não científicas (em geral pois desafiam o dogma 1 de Sheldrake). Por causa disto, estas pesquisas são negadas no sistema de publicação considerado científico. O mais grave acontece então quando se justifica que não são informações científicas porque não foram publicadas no sistema que as definiu a priori como não científicas! Alguma semelhança com o raciocínio que veta o que não está na Bíblia??

Segundo Hancock argumentou pelo facebook:

If this is how science operates, by silencing those who express opposing views rather than by debating with them, then science is dead and we are in a new era of the Inquisition. 

(Se é assim que a ciência opera, silenciando aqueles que expressam visões opostas ao invés de debater com eles, então a ciência está morta e nós estamos em uma nova era da Inquisição).

Ou seja, de maneira heresiasemelhante ao que parece ter ocorrido na transição de B’aktuns anteriores, quando cientistas chacoalharam a visão de mundo rígida e imutável dos religiosos, neste início de 14° B’aktun o incômodo são cientistas desafiando a visão de realidade que se cristalizou na mente coletiva da humanidade a partir das descobertas da própria ciência.

Se outrora a censura e perseguição era mais brutal e violenta, agora a situação pode ser muito desafiadora em termos sociais, pois ambas as visões de mundo clamam se basear no mesmo processo: a Ciência. E a dos hereges pode, talvez, estar a inverter o processo iniciado há mais de 400 anos. Principalmente os argumentos de Hancock vão na direção que unifica ciência e espiritualidade, revertendo a direção que tomamos no começo do B’aktun passado. Mas Sheldrake também questiona seriamente as bases do materialismo, que é a filosofia que fundamenta esta separação.

No final das contas, a reação do TED faz sentido, como já foi argumentado com clareza por grandes filósofos como Thomas Kuhn e Karl Popper. O primeiro argumentou que os grandes saltos científicos não são absorvidos pelos cientistas nem pela população, que geralmente não mudam de opinão. As grandes revoluções ocorrem, na verdade, com a transição de geração, que dá espaço aos mais novos para pensarem diferente, livres dos impedimentos colocados pelos mais velhos. Para Kuhn, a essência da revolução científica está na transição de gerações e na mudança do modo de pensar, oriundo das novas descobertas científicas. Este fenômeno ocorre repetida e sucessivamente, geração após geração, e foi enunciado eloquentemente por Popper, que defendeu que a ciência é, por princípio, interminável. Quem decidir um dia que chegamos a uma verdade definitiva, retira-se do jogo.

Portanto, se a ciência do 13º B’aktun se autodefiniu como necessariamente contrapondo a religião e negando tudo que não for material, pode ser que estejamos a testemunhar a tentativa de nascimento da ciência do 14° B’aktun: que se abre para as possibilidades de aproximação com a espiritualidade e outras formas de conhecimento e existência que não a exclusivamente materialista.

Neste momento, fica o agradecimento ao TED pela ingenuidade de achar que poderia controlar a informação na era digital, e ao fazê-lo, criar muito mais interesse pelo tópico em questão. Mas principalmente, parabéns aos Hereges por empurrarem o pensamento humano adiante, estejam certos ou errados sob pontos específicos.

Parafaseando Henry David Thoureau:

“Todo o conhecimento deste mundo já foi uma heresia desagradável cometida por algum sábio”.

Para aprofundar-se na obra destes dois Hereges, sugerimos, claro, seus livros. Mas vale também conferir a participação de ambos no programa LondonRealTV, com cerca de uma hora cada (apenas em inglês):

Rupert Sheldrake

Graham Hancock

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O Poder do vício e o vício ao poder

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Um inventário do invisível

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A Máquina Planetária do Trabalho

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Os perigos de uma única história

O oriente médio segue em protestos pela liberdade e democracia, pelo fim de uma sociedade militarizada e controlada por interesses econômicos e políticos de uma quase-ditadura distante, que vem disfaraçada de democracia há décadas. E assustadoramente nem mesmo o que ocorre por lá sabe-se direito, porque a pressão pela manutenção brutal dos regimes ainda em vigor impede até mesmo a comunicação humana. Internet desligada, celulares sem serviço e afins nos fazem lembrar o que há de pior na distopia orwelliana “1984”. Os perigos disto vão muito além da falta de notícias que enviesam a política no curto prazo.

Chimamanda Adichie, mulher, negra e nigeriana tem uma comovente história pra contar, revelando os verdadeiros perigos por trás da história única imposta pela hegemonia globalizante atual, que instala uma série de preconceitos culturais, raciais e de gênero, afastando seres humanos e criando distinções artificiais que podem fomentar, adubar e regar preconceitos mútuos entre povos por séculos.

Imperdível, legendas em diversas línguas abaixo do vídeo

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A máquina que constrói a realidade

Pra começar a admirável década nova, escolhemos postar um vídeo com palestra do amigo e colaborador Mariano Sigman, físico, Professor de Neurociências em Buenos Aires, que mostra de forma sucinta, bem animada e cativante, como a neurociência pode investigar alguns aspectos fascinantes da consciência e seus correlatos com funções cerebrais. O vídeo está em espanhol, mas pode ser visto com legendas em inglês ou espanhol no youtube (basta clicar no canto direito inferior do vídeo pra chegar lá).

Saudações esperançosas de que uma nova época tenha realmente começado

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Tempo

Now is nothing,
an infinitesimal membrane of time
through which the future passes into the past.
Yet now is the only moment we experience.
And in that moment is everything we experience;
all of the present, the past, and the future.
But to be in that moment,
to have our attention be here, now;
not caught up in the past or the future,
not caught up in worry or concern,
to be at peace with what is,
to know that still center about which time turns,
Ah, that is our challenge.

Peter Russel

A recente moda por filmes 3D exemplifica bem um reducionismo muito comum, que reflete o fato de não lidarmos bem, e em muitos casos simplesmente ignorarmos uma dimensão fundamental da existência: O tempo. Qualquer filme que se propagandeia por aí como 3D na verdade é 4D, e os filmes tradicionais, ditos 2D, são 3D desde que o cinema é cinema, simplesmente porque o tempo é a dimensão extra, ignorada na conta.

Esta falta de percepção vai muito além de um preciosismo técnico ou científico e é central na situação atual da humanidade sobre a Terra. Não sabendo lidar bem com o tempo, criamos nossa incessante e enlouquecedora sociedade moderna voltada a produção na maior velocidade imaginável. Ficamos tão obcecados com a pressa em trabalhar, produzir, ir, chegar, fazer, comprar, voltar… que as expressões “correria do dia a dia” ou “correr atrás do tempo” já são lugar-comum.

Mas a percepção profunda e abrangente do tempo é central para o despertar da consciência, para que possamos criar um futuro onde haja mais recursos disponíveis do que hoje em dia, e não menos, como estamos atualmente deixando a nossos herdeiros. Precisamos nos dar conta de que a natureza opera em mútlipas escalas de tempo, que vão de micro-segundos (ou fento-segundos ou ainda menos) até milhares, bilhões de anos. Quando estendemos nossa percepção de tempo, ao menos intelectualmente, novos fenômenos se descortinam, alargando nossos horizontes.

Selecionamos duas obras onde o tempo é fundamental para a correta apreciação da situação e dos fatos, e quando o consideramos em sua escala adequada, um novo mundo de possibilidades se abre para a mente humana, usualmente prisioneira de sua limitadíssima percepção entre algumas centenas de milissegundos e não mais do que poucos anos. Além desses limites, quase todos os fenômenos tornam-se imperceptíveis e inimigináveis para a maioria de nós. De um lado, eventos rápidos, abaixo de algumas centenas de milissegundos, se tornam imperceptíveis conscientemente, porém podendo nos afetar incoscientemente em alguns casos, como nas imagens subliminares. De outro lado, fenômenos que se desenrolam de maneira muito lenta para nós parecem inexistentes, a não ser que os observemos em intervalos muito distantes e comparemos resultados, como no caso de fotografias que monitoram a situação de glaciares no mundo.

Assim sendo, profundamente reféns do aceleradíssimo bombardeamento sensorial proveniente da alta tecnologia, como a TV e a internet, onde tudo é tão rápido que chega a ser simultâneo, nos tornamos incapazes de enxergar as consequências de nossas ações no planeta poucos anos adiante. Algumas culturas ancestrais consideravam as consequências de suas ações por 7 gerações futuras, cientes que estavam das múltiplas escalas de tempo na natureza e da importância disto para a preservação da vida em gaia. O primeiro vídeo, a animação alemã Das Rad (dica do amigo Gabriel Jesus Monteiro), mostra o quão efêmera é a atividade Humana na Terra, quando vista de um ângulo diferente, onde muitos anos seriam apenas alguns instantes na vida de duas pedras

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O segundo, uma palestra incrível do italiano Stefano Mancuso, abre nossos olhos para uma nova perspectiva sobre o reino vegetal, o mais abundante e essencial para a vida neste planeta, que por ser mal compreendido e desprezado, está no centro da nossa possível ruína como sociedade.

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(legendas disponiveis no menu abaixo do vídeo)

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