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Ayahuasca no tratamento da dependência

Em Setembro de 2011, Marcelo Mercante, Beatriz Labate, Edward MacRae e  José Guilherme C. Magnani organizaram simpósio sobre a medicina amazônica e o tratamento do abuso e da dependência de drogas, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). Com palestrantes nacionais e internacionais, o encontro abordou, em três dias, uma série de tópicos extremamente relevantes para o conhecimento sobre as medicinas tradicionais, o conceito de “droga”, a fisiologia da ayahuasca, entre muitos outros. Compilamos aqui os vídeos de todo o evento, para ajudar a disseminar e aprofundar este conhecimento de grande relevância.

Abertura: A ayahuasca e o tratamento da dependência: limites e possibilidades

Participantes: José Guilherme C. Magnani (Doutor em Antropologia, USP), Marcelo Niel (Psiquiatra, Proad/Unifesp), Dr. Rosa Giove (Médica, Takiwasi).

Coordenação: Marcelo Mercante.

Sessão I: Dependência: os Centros de Tratamento, sua visão e abordagem do problema.

Participantes: André Volpe (Igreja Céu da Nova Vida — Santo Daime), Fernando Dini (Igreja Céu Sagrado — Santo Daime), José Muniz (Casa de Recuperação Caminho de Luz), Jacques Mabit (Centro de Reabilitación Takiwasi), Wilson Gonzaga (Associação Beneficente Luz de Salomão), Walter de Lucca (Unidade de Resgate Flor das Águas, Padrinho Sebastião), Néstor Berlanda (Fundación Mesa Verde, Argentina); Cesar Rabbat (Fundación El Emilio, Argentina), Santos Victorino Oreggioni Osores (Instituto Espiritual Chamánico Sol de la Nueva Aurora, Uruguai).

Coordenação: Walter Moure

 

Sessão II: Populações em situação de vulnerabilidade: diferentes abordagens

Participantes: Bruno Ramos Gomes (Psicólogo, Mestre em Saúde Pública, USP, Neip), Taniele Rui (Doutoranda em Antropologia, Unicamp, Neip), Jardel Fischer Loeck (Doutorando em Antropologia, UFRGS, Neip).

Coordenação: Liandro Lindner

Sessão III: O conceito de “droga” e a ayahuasca

Participantes: Henrique Carneiro (Doutor em Historia, USP, Neip), Edward MacRae, Maurício Fiore (Doutorando em Ciências Sociais, Unicamp, Neip, Cebrap), Sandra Goulart (Doutora em Antropologia, Faculdade Cásper Líbero, Neip)

Coordenação: Julio Simões

Sessão IV: As (des)fronteiras entre a terapia e o ritual

Participantes: José Guilherme Magnani, Paula Montero (Doutora em Antropologia, USP), Francisco Lotufo Neto (Psiquiatra, Faculdade de Medicina, USP)

Sessão V: O papel da experiência e do corpo no tratamento com ayahuasca

Participantes: Jacques Mabit, Marcelo Mercante, Walter Moure (Doutor em Psicologia, Runa Wasi), Gabriela Ricciardi (Doutoranda em Antropologia, UFBA).

Coordenação: Bruno Ramos Gomes

Sessão VI: A legalidade do uso da ayahausca no tratamento da dependência e as políticas públicas relacionadas a este tema

Participantes: Maurides Ribeiro (Advogado), Roberto
Tycanori (Coordenação de Saúde Mental, Ministério
da Saúde), Rosa Giove, Marcelo Niel

Coordenação: Marcelo Mercante.

 

Cerimônia de encerramento

Depoimento e bate papo com pessoas que se recuperaram da dependência química através da AYAHUASCA.

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Os vícios da internet

tumblr

é uma garrafa de vinho

Uma noite calma com alguns amigos. Derramando estórias nostálgicas, folheando álbuns de fotografia, cantarolando canções favoritas, buscando por pungência, e ocasionalmente esbarrando nela. Emoçoes correm soltas e sem pensamento.
twitter

é cocaína

Porra, QUALQUER UM é seu amigo. Yuppies mandam nos seus iphones. Barato. Rápido. Infrutífero.
youtube

são shots de tequila

“Só um” pra animar o seu amigo rapidamente se tranforma em 4 ou 5. Qualquer coisa se torna absurdamente interessante. Uma maneira divertida de se perder um tempo do qual você não se lembrará dos detalhes depois. Melhor assim.
vimeo

é uma cartela de ácido bom

Todo mundo mundo aqui é muito legal e muito de boa. Você irá testemunhar algumas coisas realmente lindas. Às vezes emotivas, as visitas podem ser longas ou curtas, mas você sairá impressionado, e com melhor entendimento do mundo.
facebook

é vodca com groselha

Catalisador social usado para incrementar as suas habilidades sociais em desenvolvimento. Você está ciente das suas ações desinibidas, mas é confortado pela segura rede de justificativas.

myspace

é cheirar cola

Destrói qualquer chance de credibilidade. Você vai ser identificado como alguém com a mente de um estudante do ensino médio, e provavelmente é isso mesmo que você é.

digg

é fumar maconha no bong

Papo politizado e religioso sensacionalista. Planos de derrubar a mídia de massa caem por terra, vítimas de preguiça coletiva. Obssessão por alguma fotografia chapante em HDR.

gmail

são pílulas de cafeína

Ótimo para uma rápida levantada na moral para estimular a produtividade, mas no final das contas te deixa exausto e dependente.
Traduzido do original de Patrick Moberg

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Remédios do Passado

Heroína da Bayer :

heroin

Um frasco de heroína da Bayer. Entre 1890 a 1910 a heroína era divulgada
como um substituto não viciante da morfina e remédio contra tosse para
crianças.

Vinho de coca :
coca wine
O vinho de coca da Metcalf era um de uma grande quantidade de vinhos que
continham coca disponíveis no mercado. Todos afirmavam que tinham efeitos
medicinais, mas indubitavelmente eram consumidos pelo seu valor
“recreador” também.

Vinho Mariani :
mariani wine
O Vinho Mariani (1865) era o principal vinho de coca do seu tempo. O Papa
Leão XIII carregava um frasco de Vinho Mariani consigo e premiou seu
criador, Angelo Mariani, com uma medalha de ouro.

Maltine :
coca maltine
Esse vinho de coca foi feito pela Maltine Manufacturing Company de Nova
York. A dosagem indicada diz: “Uma taça cheia junto com, ou imediatamente
após, as refeições. Crianças em proporção.”

Peso de papel :
coca pills
Um peso de papel promocional da C.F. Boehringer & Soehne (Mannheim,
Alemanha), “os maiores fabricantes do mundo de quinino e cocaína”. Este
fabricante tinha orgulho em sua posição de líder no mercado de
cocaína.

Glico-Heroína :
heroin1
Propaganda de heroína da Martin H. Smith Company, de Nova York. A
heroína era amplamente usada não apenas como analgésico, mas também
como remédio contra asma, tosse e pneumonia. Misturar heroína com
glicerina (e comumente açúcar e temperos) tornada o opiáceo amargo mais
palatável para a ingestão oral.

Ópio para asma :
opium1
Esse National Vaporizer Vapor-OL era indicado “Para asma e outras
afecções espasmódicas”. O líquido volátil era colocado em uma panela
e aquecido por um lampião de querosene.

Tablete de cocaína (1900):
coca drops1
Estes tabletes de cocaína eram “indispensáveis para cantores,
professores e oradores”. Eles também aquietavam dor de garganta e davam
um efeito “animador” para que estes profissionais atingissem o máximo de
sua performance.

“Drops de Cocaína para Dor de Dente – Cura instantânea” :
coca drops
Dropes de cocaína para dor de dente (1885) eram populares para crianças.
Não apenas acabava
com a dor, mas também melhorava o “humor” dos usuários.

Ópio para bebês recém-nascidos :
opium
Você acha que a nossa vida moderna é confortável? Antigamente para
aquietar bebês recém-nascidos não era necessário um grande esforço
dos pais, mas sim, ópio. Esse frasco de paregórico (sedativo) da
Stickney and Poor era uma mistura de ópio de álcool que era distribuída
do mesmo modo que os temperos pelos quais a empresa era
conhecida. “Dose – [Para crianças com] cinco dias, 3 gotas. Duas
semanas, 8 gotas. Cinco anos, 25 gotas. Adultos, uma colher cheia.”
O produto era muito potente, e continha 46% de álcool.

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