Posts Tagged yoga

Respiração Holotrópica

Respirar, um ato cotidiano automático, mas vital. Passamos a maior parte do tempo sem perceber que estamos respirando, e como estamos respirando. Ocupados e entretidos nos processos da mente, mal nos damos conta da inteligência corporal, que cuida sozinha desse processo fantástico e vital. Mas bastam alguns poucos segundos sem ar, e a vitalidade do processo se torna instantaneamente óbvia.

Em contextos científicos, respirar é definido como o processo de inalar e exalar o ar, durante o qual ocorre a troca de moléculas gasosas entre o corpo e o meio ambiente – nós captamos mais oxigênio e exalamos mais gás carbônico por exemplo, enquanto plantas fazem o oposto.

Mas em contextos mais amplos, atribuímos à palavra respirar inúmeros outros significados, como de sentir alívio, de descansar, repousar, ou de exprimir, manifestar e revelar: “tudo aqui respira alegria.”

O outro lado da moeda é a falta de ar, que é associada a coisas ruins, ao desconforto, sufoco, pânico, desentendimento e morte.

Esta breve reflexão nos leva a um lampejo de uma realização profunda que é explorada sistematicamente por várias culturas faz milênios. O ato de respirar é central em toda nossa fisiologia e psique. E diversas técnicas foram desenvolvidas, desde as mais simples, praticadas por qualquer um em momentos de desalento – “calma, respira!” – até outras mais sofisticadas, como os exercícios de pranayama da yoga e as várias técnicas respiratórias que formam um dos pilares centrais das práticas meditativas.

Ao focar na respiração, e voluntariamente modificá-la, aprofundando, acelerando ou lentificando, ou até mesmo parando por determinado período, podemos exercer efeitos em nossa psique. Até mesmo quando o objetivo não é esse, o resultado aparece: mergulhadores sentem com frequência os efeitos relaxantes e de abertura da mente enquanto estão de baixo d’água, mesmo que não se dêem conta de que estão, de certa forma, meditando, pois a concentração na respiração tem que ser intensa.

Atenção na respiração foi uma das brilhantes sacadas de Stanislav Grof, psiquiatra Tcheco que vive nos EUA, ainda nos anos 60. Grof foi o último pesquisador a encerrar suas pesquisas com substâncias psicodélicas após a proibição, que começou a vigorar nos EUA no fim dos anos 60. Após este baque, que encerrou o que alguns ainda consideram “a era de ouro da psiquiatria”, Grof passou por um período de reavaliação de suas descobertas e rumos profissionais: ele conduziu milhares de sessões terapêuticas com LSD e arquivou uma infinidade de papéis e documentos sobre seus pacientes – e também mais alguns milhares fornecidos por seus de colegas.

Essa revisão transcorreu ao longo de alguns anos, durante os quais Grof participou e organizou seminários inéditos e únicos no Instituto Esalen, na Califórnia. Interessados no fenômenos da consciência de maneira ampla e não-reducionista se encontraram periodicamente em um local telúrico. Monges, cientistas, médicos, gurus, mestres de artes marciais, artistas, cientistas, empresários, exploradores etc. Todos reunidos com a finalidade de explorar, aprender e desenvolver novas técnicas para a vivência segura dos estados extra-ordinários de consciência.

Um dos resultados desta jornada foi a criação, por Stan Grof e sua esposa, Christina Grof, da técnica de Respiração Holotrópica. É uma abordagem de autoexploração e terapia, que pode ser vivenciada em sessões particulares, mas mais comumente é praticada em grupo. Os participantes formam duplas. Enquanto um “respira”, o outro cuida. E a equipe treinada fica de prontidão, circulando pela sala, atendendo os casos de necessidade, conforme vão surgindo. O respirar aqui não é o respirar automatizado e inconsciente do dia a dia. É um respirar focado, atento, consciente. Respira-se profundamente e aceleradamente, deitado em um colchonete, de olhos fechados ou vendados.

É uma jornada interior. Um passeio pelos domínios arquetípicos da psique. Pra facilitar e guiar o processo, músicas acompanham todo o trabalho, que dura cerca de três horas. Assim, cada participante vive o seu processo, sem interrupções, sem diálogo e sem qualquer direcionamento por parte da equipe. A idéia central é se conectar com um eu mais profundo, que tem uma sabedoria que nos leva quase que espontaneamente a processos de cura e tranformação.

O trabalho é acompanhado ainda por arte-terapia após a sessão de respiração, e rodas de compartilhamento, onde cada participante divide com o grupo aquilo que foi mais importante e profundo de sua experiência. O compartilhamento é um momento importante, nos ajuda a consolidar pelo que passamos e nos ajuda a formar um senso de comunidade, ao tirar o foco apenas de nós mesmos e nos estimular a dar atenção e ouvido ao próximo.

Nos próximos meses, a Respiração Holotrópica estará perto de São Paulo. No começo de março, teremos um workshop de um fim de semana, introdutório sobre a técnica. Na sexta-feira, 01 de março, uma palestra introdutória, gratuita. No sábado, duas sessões de respiração, onde os participantes alternarão entre o papel de “respirantes” e cuidadores, sendo possível então que cada um respire uma vez. No domingo, ocorrerá mais um compartilhamento e o encerramento das atividades no almoço.

E em Abril, uma vivência mais prolongada e intensa estará disponível durante um módulo do “Grof Transpersonal Training”, programa de formação de profissionais em Respiração Holotrópica, mas que também recebe pessoas que estejam interessadas no autoconhecimento sem a necessidade de continuar ou fazer parte da formação como um todo.

Ambos acontecerão no ENAI, em São Roque, cerca de 30 minutos de São Paulo pela Raposo Tavares.

holo

gtt xamanismo

Mais informações e inscrições em http://www.aljardim.com

Plantando consciência tem à venda o livro “Respiração Holotrópica, Uma nova abordagem de autoexploração e terapia”, recentemente lançado no Brasil pela Editora Numina. O livro detalha a história, os conceitos, a prática, as músicas e os resultados. Um manual completo! Interessados, favor entrar em contado pelo email plantando@plantandoconsciencia.org

Comments (2)

Vitalidade Postural e Movimento Inteligente

por Hans Reikdal Machado, especial para o Plantando Consciência

A nossa organização postural define a qualidade dos nossos movimentos e esta relação entre postura e movimentos influencia profundamente nossas vidas, quer sejamos atletas, músicos, atores, jovens, idosos ou estejamos num processo de reabilitação motora.  Dar-se conta deste fato pode ser um gesto transformador, por isso volto a frisar: nossos padrões posturais definem a qualidade do que fazemos.

O Método Feldenkrais possibilita um mergulho neste nível da nossa organização pessoal e dá instrumentos para que cada um possa usufruir sua postura e seus movimentos em plena vitalidade e inteligência. Vamos entender um pouco mais como isso acontece.

Postura e Movimento nas Realizações

A organização postural pode facilitar ou dificultar a realização de um ato. Muitas vezes a atividade tônico-postural, distribuída em todo o organismo, sustenta intenções contrárias à realização de uma atividade. Nestes casos vivemos contradições motivacionais em nosso próprio corpo e nos restringimos a um patamar de ação inferior às nossas capacidades, desejos e sonhos.

Vejamos um exemplo concreto. Você ouve um som que vem do seu lado esquerdo. Imediatamente vira a cabeça para se direcionar à nova fonte de interesse. De maneira coordenada, o pescoço, a cabeça e os olhos buscam o mesmo alvo.  Mas o que você faz com os ombros, tronco, lombar, joelhos e pés? O que acontece no pano de fundo de sua sustentação postural durante a realização deste simples ato de se direcionar ao mundo?

Observe-se na próxima vez que olhar para o lado (um movimento realizado inúmeras vezes todos os dias). É comum observarmos que os ombros e o tronco, ao invés de ajudarem a rotação da cabeça, dificultam. Esta contradição ocorre porque os hábitos de postura não estão integrados aos motivos da ação mais corrente.

Surge uma pergunta prática, é possível fazer com que os segmentos corporais sejam coordenados de um modo que facilitem a realização do movimento atual? Sim, e este é o objetivo do Método Feldenkrais, fazer com que o nível dos hábitos de postura deixe de comprometer e passe a contribuir para a qualidade e o rendimento do nosso desempenho e auto-realização.

Integração: um salto qualitativo

Vimos que nossos padrões posturais definem a qualidade do que fazemos. E agora, começando a entender como isto acontece, podemos usar este princípio ao nosso favor. Quando a organização postural favorece a intenção de um ato, podemos realizar nossas vontades com mais facilidade, eficiência e prazer.

Quando a intenção motora e a sustentação tônico-postural estão integradas e orientadas ao mesmo objetivo, o que experimentamos é quase mágica. Sentimos mais leveza e liberdade e podemos executar os movimentos da maneira que realmente queremos. Dos movimentos mais simples aos mais sofisticados: sentar e levantar, saltar, falar, executar um golpe de judô, um giro numa dança, um assana de yoga. Tudo pode ser realizado com mais facilidade, mais precisão, mais força e menos esforço.

Vou chamar esta harmonização das intenções motoras às intenções posturais de “integração tônico-cinética das intenções”. Quando vivemos esta integração, o que antes era impossível torna-se fácil e o que já era fácil torna-se elegante. A importância deste refinamento é enorme, basta lembrarmos a famosa afirmação do Dr. Moshe Feldenkrais, “Vida é movimento. Melhore a qualidade do movimento e você melhora a própria vida”.

Integrando os Níveis de Intencionalidade


Três níveis de movimentos estão entrelaçados em nossos gestos e atos, movimentos voluntários, hábitos posturais e movimentos vitais. A influência entre eles é constante e recíproca. Esta interação pode ser mais harmônica ou mais truncada. Vejamos a que me refiro com estes três níveis para podermos entender melhor como o Método Feldenkrais trabalha no sentido da integração:

1. Movimentos voluntários (cinéticos)

Estes movimentos são mais facilmente acessíveis à escolha consciente. Este é o nível de que estamos mais conscientes e familiarizados, mesmo que muitas vezes sejam movimentos tão automatizados que nem reparamos neles enquanto os realizamos. (como no exemplo acima de girar a cabeça). São movimentos voluntários que surgem dos motivos da ação atual e, portanto, estão vinculados aos resultados imediatos da atividade corrente. Exemplos:  mover os dedos para digitar o computador, os braços para escovar os dentes, chutar uma bola, subir um degrau, etc.

2. Hábitos posturais (tônicos)

Em sua maior parte este nível de atividade não é consciente. Este é o campo da organização pessoal formada pelo conjunto dos padrões posturais. Os hábitos de postura são padrões de relações, memórias relacionais com forma específica e pessoal. Assim, o tempo postural (tônico) é diferente do tempo dos movimentos voluntários (cinético).

Podemos entender os padrões posturais como intenções estendidas no tempo.  Não tratam de objetivos imediatos como pegar uma caneta ou tocar um acorde no violão, embora participem decisivamente de todas estas ações. A atividade postural está mais relacionada aos estados emocionais, à autoimagem e a visão de mundo. Ex: a posição dos ombros em relação ao peito e ao pescoço (mais levantados ou mais para frente); a intensidade da curva lombar, a pressão da mordida ou a força com que seguramos a caneta.

As intenções posturais são anteriores às intenções cinéticas, são experiências passadas que se tornaram um fundo mais um menos permanente para o agir. Revelam a história de vida, características da família e até mesmo os traços culturais.

3. Movimentação vital.

Aqui estamos diante da manifestação de uma intencionalidade ainda mais antiga, mais primal. A inteligência e as intenções deste nível de atividade não foram adquiridas durante a biografia pessoal, nem durante a história das civilizações.  Estes movimentos vitais, como estou chamando aqui, reverberam o longo processo de organização da vida aqui na Terra. São expressão do tempo filogenético, as centenas de milhões de anos em que o sistema nervoso e a anatomia corporal ganharam forma e desenvolveram seus padrões fundamentais de ação.

A expressão desta camada mais instintiva, que é complexa e riquíssima, está diretamente relacionada com a ideia de vitalidade.  Como exemplo podemos pensar nos reflexos de equilíbrio que permeiam toda a nossa relação com a gravidade. Você está descendo do ônibus, tropeça, e sem saber como, dando pequenos saltos, movimentando os braços, a cabeça e todo o corpo, consegue se equilibrar e de repente se encontra em pé na calçada. Em dois ou três segundos, a inteligência de milhões de anos evitou que você se machucasse e continuou atuando para que você ficasse em pé plenamente orientado na vertical.

Um outro exemplo é a respiração. A sabedoria presente no ato de respirar é muito mais do que ancestral, é primitiva (na melhor acepção da palavra). Há uma coordenação muito sofisticada de ritmo e de força entre o diafragma e os músculos que ligam as costelas umas às outras e ao pescoço. Como sabemos, são movimentos vitais. E aqui podemos perceber como a camada dos hábitos posturais interage com os movimentos vitais, podendo deixar a respiração mais curta e mais localizada, ou amplamente expandindo-se em todas as direções.

Método Feldenkrais: vitalidade e inteligência


O Método Feldenkrais traz estratégias pedagógicas para Integrar estes três níveis de ação. São princípios que ajudam a integrar os hábitos de postura aos motivos da ação atual. Não se trata de aprender uma postura estereotipada segundo modelos de certo e errado. Muito pelo contrário, através da prática de sequências especiais de movimentos, o Método Feldenkrais combina imaginação, autoimagem e sensorialidade aproveitando o que há de singular em cada pessoa.

As lições de “Consciência pelo Movimento” suspendem a urgência dos atos correntes e penetram no tempo e na lógica dos padrões posturais. A partir daí, estas sequências de movimentos nos conduzem através de uma exploração que flexibiliza os hábitos e dinamiza as respostas tônico-posturais permitindo a expressão dos movimentos vitais.

O criador do Método dizia que o objetivo era a aproximação entre vontade e instinto, ou seja, entre a iniciativa consciente de um movimento e as tendências inatas. É o que estou chamando de integração tônico-cinética das intenções, quando os três níveis de intencionalidade e inteligência cooperam e seguem num mesmo objetivo. Uma qualidade de vida em que a expressão espontânea da vitalidade e a condução inteligente do fluxo dos movimentos se combinam numa organização postural maleável e certeira na direção dos sonhos escolhidos.

VIVENCIE NA PRÁTICA – WORKSHOP EM SÃO PAULO NO PRÓXIMO FIM DE SEMANA


Data: ATENÇÃO, O WORKSHOP FOI ADIADO PARA 18/06

Investimento: R$ 120,00

Espaço Vajra – R Pelotas 302f, Vila Mariana – SP

Além da parte vivencial, serão apresentados:

  • Biografia do Dr. Moshe Feldenkrais
  • História do Método
  • O que é uma Formação Feldenkrais
  • O que já está disponível no Brasil.

INSCRIÇÕESfeldenkraisbrasil@gmail.com ou

Mariana  (11) 8963-4104 e  (11) 2807-1999

Instrutor: Hans Reikdal Machado – Psicólogo (USP), artista marcial (ving tsun kung fu) e instrutor de Feldenkrais (certificado pelo Feldenkrais Guild of North America). (saiba mais…)

Mais informações no blog Núcleo Feldenkrais Brasil.

Comments (1)

À luz da consciência

“Nós que pelo tapas acendemos o fogo do espírito.
Possamos ser caros ao Veda.”

Atharva-Veda, VII, 61, 1

Segundo a tradição do Yoga, o fogo representa a vontade transformadora, representa a alquimia necessária ao ser, representa a purificação da consciência.

A palavra tapas no sânscrito vem de prefixo tap, e quer dizer aquecer-se, tornar-se ardente (1). Segundo menção de BKS. Iyengar significa austeridade e vem do termo próximo ao aquecer, cozinhar.

Esse fogo é a interiorização dos rituais védicos onde os yogues foram responsáveis em direcionar os sacrifícios que antes eram feitos em rituais exógenos (para fora), com o fogo literal, oferencendo cereais, ghee e mel aos deuses na fogueira, no fogo. Passando a partir de então a oferecer, através de práticas de ásanas, pranayamas e meditações a ativar o fogo interno, espiritual e oferecerem como a vela do altar as divindades. O corpo é o templo, e a prática de tapas é a oferenda.

Nisso a prática do yoga é um sacrifício e oferenda. Mas, além disso, é o veículo de transformação, de ativação da consciência.

“O conhecimento está na mente como o fogo está na pedra. É a fricção que o faz brotar.”
Swami Vivekananda (2)

Essa atitude endógena, de interiorização, reflete o que Georg Feuerstein postula como a tecnologia interna: o domínio sobre o ego que tem por fim último a integração. Algo oposto a isso é a exógena atitude de dominação da natureza, que tem como conseqüência a evolução tecnológica que vemos diante dos nossos olhos: fragmentada e nociva à nossa e a outras espécies.

M. Maier, Atalanta Fugiens, Oppenheim, 1618

A partir desse olhar é possível vermos aonde caminham imagens da alquimia medieval, do islamismo e do cristianismo. Como quando na alquimia o fogo, calcinatio, torna-se presente como transformação, purificação, revelando não só o trabalho sobre os metais, mas o fogo como transformação pessoal.
“Atira o Rei (ao lobo cinzento). E quando ele o tiver devorado, faz uma grande fogueira e atira o Lobo dentro dela, para que ele arda, e então o Rei será libertado de novo.” (3)
Aqui o Rei representa o Ouro, que se torna impuro e se purifica pelo fogo. Pode ser também a vaidade, que pela entrega é devorado pelo lobo do desejo, e ao ser submetido ao fogo da vontade, do trabalho sobre si, transforma-se. Evaporando a parte líquida, as emoções egóicas, dando de volta o Rei que agora está purificado e renovado (4). É thelema, é o ouro espiritual, o domínio sobre si, a consciência em última instância.
Como quando no islamismo o arcanjo Gabriel desce dos céus com sua cabeça acesa pela chama e transmite a Maomé o pedido de Deus, vê-se sobre sua cabeça o fogo.

Gravura otomana do século XVI, o profeta Maomé (figura sem face) na Kaaba em Mecca.

Até mesmo na figura de Jesus Cristo, representado sempre com uma luz dourada atrás de sua cabeça, simbolizando o próprio Sol, como menciona a primeira parte do documentário Zeitgeist, e mais além sendo símbolo desse fogo. O mesmo fogo que brota da mão de Shiva Nataraja, que queima o tempo e dissolve Maya.
O mesmo fogo, a chama de quem se transforma, de quem acende e ascende.

Shiva Nataraja por Arumugam Manivelu, de 1999

Dessa forma existe um convite ao deslocamento do eixo externo ao eixo interno, tornando o corpo, nosso próprio templo e nosso metal alquímico, nossas palavras em nossa oração, nossas ações em nossas responsabilidades e nossas conseqüências. E tornando Deus em algo tão próximo quanto uma respiração profunda, tão duradouro quanto a eternidade.

Será que temos tempo de mudar?
E quando se não for agora?

Dado Motta, instrutor de HathaYoga do espaço Vajra, artista plástico e ilustrador

1-MICHAËL, Tara. O Yoga, Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1976.
2-Extraído de yoga.pro.br
3-ROOB, Alexander. Alquimia & Misticismo, pág. 173, Taschen, 2006.
4-Link para referência: www.symbolom.com.br

Deixe um comentário

Transcendeu

Sri K. Pattabhi Jois, figura central do Ashtanga Vinyasa Yoga, faleceu nesta segunda-feira em Mysore, Índia. O guru apareceu em recente documentário americano sobre o potencial terapêutico e transcendental da yoga (Enlighten Up!, ou “Ilumine-se!”, em tradução livre), que acompanha a jornada de um cético pelo universo da yoga e os desdobramentos conseqüentes. A prática vem conquistando milhares de adeptos no mundo todo por emergir como  uma maneira  eficiente de contrabalancear o excesso de ansiedade, stress, os transtornos psicológicos e problemas de saúde resultantes do ritmo enlouquecido do capitalismo contemporâneo.

Sem Pattabhi Jois, o Ashtanga Yoga seria possivelmente uma prática obscura na Índia e desconhecida no mundo ocidental. Jois iniciou seu aprendizado aos 12 anos de idade com Sri T. Krishnamacharya, e desde então dedicou toda sua vida ao estudo, prática e transmissão do Ashtanga Yoga. Parou de ensinar dois anos atrás (aos 92), devido a problemas de saúde. Seu neto R.Sharath é hoje quem dirige o instituto fundado por Pattabhi em Mysore, Índia (www.kpjayi.org).

ashtanga_yoga_we51

Deixe um comentário

%d blogueiros gostam disto: